“Precisamos apenas de gentileza. Do doce e gratuito olhar, da fala mansa, do toque gentil.
Precisamos apenas do sorriso no amanhecer, da calma nas manhãs vazias e de nenhuma tempestade, mesmo que tardia.
Do leve toque na despedida, do beijo nas chegadas, do silêncio cúmplice no anoitecer.
Precisamos apenas de gentileza. Das mãos entrelaçadas no domingo, de assistir a um filme qualquer ou caminhar para onde quiser.
Precisamos apenas de gentileza, aquela mesclada à compreensão e acima das explicações. E daquela recheada de gratidão.
Precisamos apenas de gentileza e deste doce viver calmo, cheio de ternura pura, de encontros fáceis e de sutis silêncios.
Precisamos apenas de gentileza, daquela que deve reger uma vida e sem a qual não nos restará quase nada, a não serem os embates vazios e a derrocada desta linha tênue que norteia o amor e a convivência. Então, para ser clichê, mais gentileza, por favor!”
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