Engler foi o deputado que mais faltou da Assembleia


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Assessoria de Roberto Engler disse que ausências não significam que deputado não esteja trabalhando
Assessoria de Roberto Engler disse que ausências não significam que deputado não esteja trabalhando

A revista Veja fez um levantamento dos deputados estaduais reeleitos que mais faltaram ao trabalho na última legislatura no estado de São Paulo. O francano Roberto Engler é o primeiro da lista, com 389 ausências de 2014 a 2018. Isso significa que, ao longo dos últimos quatro anos, o deputado faltou o equivalente a um ano e quase um mês completos.

Além de Engler, outros 42 parlamentares foram reeleitos. Engler, segundo o levantamento da revista, tem cerca de 150 faltas a mais do que o segundo colocado da nada honrosa lista de ausentes. Segundo a Veja, Engler foi autor de 62 propostas de projetos de lei, de lei complementar, de resolução e de decreto legislativo, um número seis vezes menor que a quantidade de faltas do político.

Por mês, todos os deputados têm direito a faltar a até quatro sessões ordinárias na Assembleia Legislativa de São Paulo, sem prejuízos. Eles também podem se ausentar por motivos de saúde ou para desempenhar missões diplomáticas ou culturais.

O levantamento da Veja incluiu todos os tipos de ausências previstas no regimento da Assembleia: ausência em sessão extraordinária, licença de interesse particular e as ausências justificadas e não justificadas. Dentre essas, somente as não justificadas são descontadas do pagamento de Engler, que recebe pelo menos R$25.300,00 por mês, equivalente a 75% do salário de um deputado federal.

Sessões e trabalho
O assessor de imprensa do deputado Roberto Engler, Wildinei Teodoro, disse que não teve acesso aos números levantados pela reportagem da Veja, mas afirmou que as ausências a determinadas sessões não prejudicam o desempenho do parlamentar nem significam que ele não esteja trabalhando. “Como não tive acesso ao levantamento feito pela reportagem, fica difícil explicar com certeza ou detalhar os números, mas, pelo que consigo deduzir, a reportagem deve ter contabilizado as segundas e sextas-feiras, dias em que não há votação na Assembleia e a Casa está praticamente vazia. Deve ter contabilizado, também, sessões extraordinárias, nas quais, quando há votação, em 95% das vezes já houve um pré-acordo no colégio de líderes a respeito da votação e a participação individual do deputado é dispensável”, argumentou. “Nas demais faltas, especialmente às quintas-feiras, quando raramente ocorrem sessões com votação, o deputado costuma participar de compromissos em Franca e região, em agenda ligada a uma outra parte importante do mandato, que é a presença na base eleitoral”, disse.

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