Ameaça de vírus transmitidos por mosquitos levanta alerta em Franca


| Tempo de leitura: 3 min
Agente da Vigilância Epidemiológica realiza visita em residência no Complexo Aeroporto: região é uma das que tem mais casos suspeitos de dengue
Agente da Vigilância Epidemiológica realiza visita em residência no Complexo Aeroporto: região é uma das que tem mais casos suspeitos de dengue

A chegada do verão aumentou o alerta sobre uma tripla ameaça de vírus transmitidos pelo Aedes Aegypti : dengue tipo 2, chikungunya e febre amarela. O risco, intensificado pelo calor, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, vem de três locais e já aparece com força em regiões do interior, como as de Araraquara e São José do Rio Preto, onde chama a atenção a presença do tipo 2 da dengue, que tem quatro sorotipos, mas desde 2014 eram prevalecentes principalmente o 1 e o 3.

“Tivemos grandes epidemias nos últimos anos, então, muitas das pessoas que vão pegar dengue já tiveram antes. Com isso, talvez o total de casos não seja muito maior, mas o de evoluções mais graves, sim’, disse Maurício Lacerda Nogueira, presidente da SBV (Sociedade Brasileira de Virologia), em entrevista a Folhapress sobre o problema de quando um dos sorotipos está sumido e volta a circular.

Em Franca, no ano passado, até o final de outubro, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 232 casos suspeitos de dengue, sendo 162 autóctones, ou seja, contraídos na cidade, 3 importados e outros 63 negativos. No caso da febre amarela, foram sete casos suspeitos e todos negativados. Já o zika vírus foram três casos suspeitos, seis autóctones e 33 importados. De chikungunya nenhum caso foi registrado.

No caso do chikungunya a preocupação vem do Rio de Janeiro que, no ano passado, registrou a infecção de 38 mil pessoas pelo vírus. O fato do Estado de São Paulo nunca ter registrado uma epidemia forte do vírus, ou seja, a circulação dele ainda não aconteceu em grandes proporções no Estado, torna a população mais suscetível a ele.

Para prevenir tanto o chikungunya como qualquer tipo de dengue, só há uma saída: evitar ao máximo a proliferação do Aedes, combatendo depósitos de água parada. Segundo levantamento divulgado no último dia 12 de dezembro pelo Ministério da Saúde, 250 cidades paulistas estão em estado de alerta ou surto para as doenças transmitidas pelo inseto. O levantamento do ministério mostrou também que cerca de 80% dos criadouros estão nas casas.

Para evitar epidemias como as ocorridas em Franca nos anos de 2015 e 2016, quando mais de 1 mil casos suspeitos de dengue foram registrados, o trabalho de prevenção na cidade de Franca é realizado de forma contínua, através de visitas diárias nas residências, orientações, palestras nas escolas, centro comunitários, em instituições religiosas e nos demais locais que solicitam os serviços da Vigilância Epidemiológica.

A região com o maior índice de casos é a região Sul da cidade, principalmente os bairros Aeroporto I, II e III, Santa Barbara e ¶ngela Rosa. Já a região com maior índice de larvas é a Central.

“A participação da população é de extrema importância no combate ao mosquito, pois a ação deles dentro de suas residências para evitar criadouros do mosquito é fundamental, assim como conscientização de todos seus familiares e vizinhos. As denúncias realizadas nos setores competentes também são imprescindíveis para que o trabalho seja realizado com êxito”, disse o secretário de Saúde, Rodolfo Moraes.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários