Jovens criam projeto para deficientes auditivos


| Tempo de leitura: 2 min
Alunos da Etec
Alunos da Etec "Dr. Júlio Cardoso" desenvolveram projeto que visa a integração de deficientes auditivos

A iniciativa tomada por seis alunos da Etec “Dr. Júlio Cardoso” driblou o silêncio e trouxe à tona um assunto menos discutido do que seria: a inclusão social. Por considerar que a pouca abordagem do tema distancia e prejudica crianças e jovens que possuem algum tipo de deficiência, alunos da Escola Industrial de Franca abordaram o assunto em seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e criaram o Monki Fala, jogo de tabuleiro que visa a integração de deficientes auditivos no meio social, partindo da infância.

O projeto começou em fevereiro pelos alunos Lívia Cintra, 17; Kauany Alves, 17; Flávia Camargo, 18; Ana Júlia Pimenta, 17; Guilherme Martins, 17 e Beatriz Machado, 16, e surpreendeu muitos. No jogo de tabuleiro é possível encontrar diversas atividades como o abecedário em forma de sinais e uma caderneta que auxilia os alunos a montarem palavras e números em forma de sinais que facilitam e desenvolvem um raciocínio rápido da criança. “O tabuleiro em si é uma base que permite várias outras brincadeiras. Seria muito legal se conseguíssemos colocar esse projeto no mercado,” disse Flávia Camargo.

“A primeira ideia foi desenvolver um aplicativo para facilitar a interação entre deficientes auditivos e professores, porém seria um pouco difícil de se concretizar isso. Então pensamos em criar o tabuleiro,” disse Beatriz Machado, “os alunos aprendendo a jogar conseguem ajudar as professoras a passar o conteúdo da aula para os meninos com deficiência.”

Os jovens levaram o projeto até algumas escolas e o resultado foi positivo. “Observamos uma grande interação dos outros alunos que se interessaram e comentaram muito sobre o jogo,” disse Lívia Cintra.

Depois da aplicação, conclui-se que o jogo melhorou a socialização entre os demais e mostrou o quão divertido pode ser aprender Libras, a língua brasileira de sinais. “No começo já encarávamos como uma boa ideia, ao ver na prática, tudo ficou melhor. O resultado foi muito positivo nas escolas onde foi aplicado,” disse o Armando Ferreira,56, professor e orientador da turma. “É muito importante ver alunos lidando com temas como esse. A inclusão social precisa ser discutida, muitas pessoas sofrem por conta deste problema. Precisamos sempre buscar novas soluções para a resolução disso,” ressaltou o professor.

Os alunos, agora, estudam maneiras de segmento ao projeto.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários