O sobrevivente da tromba d’água que matou cinco pessoas, no sul de Minas Gerais, no último sábado (22), Eduardo Gomes Moraes, 36, está em repouso por ordem médica.
Eduardo (que também é chamado de Chiquinho) concedeu entrevistas na última terça-feira (25), ao chegar em sua casa, na cidade de Passos-MG, mas estava visivelmente abalado e muito debilitado fisicamente. Por conta disso, o médico pediu à família para manter Eduardo em um lugar mais reservado, para que ele pudesse se recuperar totalmente do ocorrido.
Andreza Gomes Mores, irmã de Eduardo, disse, na última quinta-feira, que o irmão estava em estado de choque e que não sabia por quanto tempo ele ficaria em repouso. “Olha muita gente está querendo falar com o Eduardo, mas ele está muito abalado e em choque ainda. O médico disse que ele não está totalmente lúcido, ainda. Eduardo não está mais na casa dele, está na casa de um parente pra ser preservado nesse momento, inclusive ele não está falando coisa com coisa. O médico pediu repouso até que ele tenha condições de falar claramente sobre o susto que passou. Eduardo também vai passar por novos exames”, disse Andreza à reportagem.
Ela contou que ajudou nas buscas pelo irmão, que ficou desaparecido por três dias. “Eu estive no local e ajudei nas buscas, também. Meu irmão não estava fazendo rapel, ele estava num grupo que foi nadar na cachoeira e a outra turma foi fazer rapel”, disse.
Durante a entrevista que Chiquinho concedeu após chegar em casa, ele disse que se salvou por um milagre. “Foi um milagre de Natal. Eu nasci de novo”. Muito debilitado, o sobrevivente contou também que não conseguia pensar direito. “Estava fora do ar. Não conseguia achar o rumo certo para ir embora. No primeiro dia, comi dois baurus (lanches) que estavam na minha mochila, depois só bebi água do rio”, lembrou Chiquinho que andou pelo menos 50 horas pela Serra da Canastra até chegar em sua casa, em Passos.
O caso
A tromba d’água que atingiu Eduardo Gomes Moraes, no sábado (22), na cachoeira do Zé Pereira, em São João Batista do Glória, no Sul de Minas Gerais, fez cincos vítimas fatais A forte correnteza arrastou e matou: Pollyana Laiane Diniz Furtado, 26 anos; Mariana de Melo Almeida Horta, 24 anos; Alexsandro Antônio Pereira de Souza, 32 anos; Maurílio Pádua Silveira, 30 anos; e Gustavo Alfredo Godinho Lemos Ferreira, 26 anos.
Um outro homem que estava nadando no local de nome Guilherme, segundo Chiquinho - conseguiu escapar e foi quem acionou o socorro.
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