2018? Que foi isso?


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O ano de 2018 parece ter sido escrito por um roteirista que conseguiu misturar ficção científica com drama, tragédia, intrigas políticas e uma pitada de comédia. Nestes últimos dias do ano é uma verdadeira aventura fazer uma reflexão sobre a quantidade de absurdos com a qual esse ano nos brindou.

Não é possível nem fazer a conta de quanto dinheiro foi encontrado escondido em malas, colchões, porões ou enterrados no quintal. A maluquice começa em março, quando um bispo, um vigário geral e três padres foram presos em Formiga (GO) suspeitos de desviar dinheiro da própria igreja. Na Operação Caifás, o Ministério Público de Goiás acusa os pseudo religiosos de desviar cerca de R$ 1 milhão por ano. Agora no final de 2018, na casa de João ‘ex’ de Deus, o esconderijo era ainda mais elaborado. Pelo fundo falso de um armário e uma escada para conectar os andares diferentes, a polícia encontrou acesso a um pequeno cômodo onde estavam escondidos cerca de R$ 1,5 milhão de reais, armas e até esmeraldas! A cena, digna de um blockbuster, faz ficar até sem graça o dinheiro (mais R$ 1,5 milhão) encontrado enterrado no quintal do ex-vereador na vizinha Igarapava. Um esconderijo pouco criativo.

Mas o ano também teve espaço para diferentes tipos de dramas e lágrimas. O Brasil, mais uma vez, foi eliminado da Copa do Mundo de futebol. Tivemos um candidato a presidente esfaqueado em plena multidão. Refugiados preferiram enfrentar as incertezas do mar aberto e de um país desconhecido na Europa do que o horror que viviam em suas próprias casas. Um incêndio inexplicável no Museu Nacional, que transformou em cinzas grande parte da nossa história, só não foi mais dramático que o fogo que consumiu o prédio no Largo do Paissandu em São Paulo, que tinha seus 24 andares ocupados por cerca de 250 famílias de moradores de rua.

Em meio a incontáveis histórias, algumas lições. Do drama do time de futebol de jovens e crianças na Tailândia - os Javalis Selvagens - ao resgate, a história foi um verdadeiro desafio. 12 meninos e o técnico passaram duas semanas isolados em uma gruta profunda, sem nenhum tipo de comunicação, a um km da luz do sol e sem comida. Todas as probabilidades estavam contra eles, mas, depois de 18 dias de agonia, um a um foi resgatado. Como sobreviveram? Meditação e fé.

A serenidade daqueles jovens, mesmo diante do improvável, é uma marca de 2018 que podemos levar para 2019. Afinal, no Brasil em que ainda vivemos ‘solta Lula, prende Lula, solta Lula, prende Lula‘ e que, em tantos momentos, nossos governantes e até nossa Justiça parecem ter saído de alguma corrente de Whatsapp e a realidade insiste em nos surpreender, o que nos resta é manter o bom humor, a serenidade e a fé. Que ano! Ufa! Podem subir os créditos.
 

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