PRESÉPIO
O maior símbolo do Natal é o presépio. Dizem que o primeiro foi criado por São Francisco de Assis, em 1223. Ele o armou nos arredores do povoado de Greccio, na Itália. Colocou uma criança recém-nascida no cocho e usou seres humanos como personagens, representações de Maria e José. Também levou animais para compor o cenário. E celebrou uma linda missa de Natal, lembrando aos fiéis que Jesus havia nascido numa manjedoura, exemplo de simplicidade e humildade.
ÁRVORE DE NATAL
Já a árvore de Natal surgiu de uma tradição alemã. Havia na Alemanha uma festa antiga em louvor a Adão e Eva, homenageados como pais da humanidade. Nesta festa, tinha de ter uma árvore, um pinheiro, onde eram penduradas maçãs. Com o passar do tempo, os alemães foram colocando flores e velas. Aos poucos a árvore foi incorporada pelos cristãos no Natal.. Ou seja, pulou de uma festa a outra.
guirlandas
Em muitas casas podemos ver guirlandas nas portas durante o mês de dezembro. O uso desses enfeites como símbolos de vida era um costume antigo dos egípcios. A veneração da árvore como exemplo de vida era também uma característica deles que decoravam portas com folhas, flores e frutos na virada do seu Ano Novo. Com isso, queriam espantar os maus espíritos. É outro símbolo que pulou de uma cultura a outra.
presentes
Os presentes resistem até nossos dias como uma imitação do que os Reis Magos _ Baltazar, Belchior e Gaspar_ foram fazer na gruta de Belém: levar ao Menino Jesus suas ofertas: um punhadinho de ouro, outro de incenso e um terceiro de mirra. Incenso até hoje é usado nas cerimônias religiosas pelo seu perfume. A mirra também. E o ouro é o mais nobre dos metais, presente destinado aos reis, naquela época.
BEFANA
Na Espanha e Itália, as crianças só recebem os presentes na noite de 5 de janeiro. Segundo o folclore italiano, uma velha chamada Befana desce pela chaminé e entrega mimos para as crianças durante a noite, assim como os três Reis Magos levaram presentes ao menino Jesus. Na Espanha, as crianças deixam seus sapatos do lado de fora das casas, cheios de palha e cevada, para os animais dos Reis Magos se alimentarem. Em troca, recebem presentes.
PAPAI NOEL
Não temos no Brasil a Befana; e sim Papai Noel. O velhinho de roupas vermelhas e barbas brancas é associado à figura de um religioso turco chamado São Nicolau, que gostava de ajudar os pobres e de presentear as crianças. Suas roupas, porém, foram criações de publicitários que no século passado associaram Papai Noel à Coca-Cola. Assim ele ganhou fama e hoje é esperado por milhões de crianças do mundo inteiro. Elas acreditam que ele vive na Lapônia, uma região mito fria da Finlândia.
Jólabókaflóð
Na Islândia, a noite de Natal está identificada com descobertas por meio da literatura. No país, a tradição é dar livros de presente (e não brinquedos) para as crianças e, depois do jantar de Natal, sentar para passar o resto da noite lendo com a família. O costume movimenta as livrarias e promove um fenômeno conhecido por Jólabókaflóð, ou “dilúvio de livros”, no idioma islandês.
Buche de Noel
Na França, as famílias saboreiam uma torta de chocolate em formato de tronco de árvore. Ela se chama “Buche de Noel” (Biche de Noel). A origem é interessante. Antigamente, no inverno, os camponeses europeus queimavam tronco de árvore na lareira de casa. Quanto mais tempo durasse o tronco no fogo, maiores seriam a fartura e a colheita no ano seguinte. A torta é para lembrar isso.
Panetone
No Brasil, adoramos panetones. A comida está sempre presente no Natal e varia de acordo com a região. Em geral há peru na ceia, uma tradição que vem dos norte-americanos. Mas, na verdade, cada família celebra com as comidas de que mais gosta. No México as pessoas costumam fazer buñuelos, um tipo de tortinhas fritas cobertas com calda de açúcar e canela. Em Portugal não podem faltar rabanadas, fatias de pão passadas em ovos, fritas e cobertas por açúcar.
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