Humanidade aos homens


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O Natal se aproxima, a festa cristã celebra o nascimento do menino Jesus.

Independentemente de raça, sexo, cor, língua, credo ou opinião o mundo reconhece Jesus como o maior (ou um dos maiores- a depender da religião) líder espiritual da paz.

O dia vem como uma reflexão, uma oportunidade de elevar a mente ao coração.

O exemplo escancarado e latente aparece para quem tem olhos que querem ver: Jesus não nasceu em berço esplêndido, também não viveu em castelos ou palácios.

Sua coroa foi de espinhos, sua manjedoura um estábulo.

De família humilde e singela vestimenta, andava pelas ruas de calçado simples, a proteger os pobres e humilhados.

Esses fatos merecem enaltecimento, este momento da nossa história clama e reclama por este alento.

Jesus respirava e inspirava humanidade.

Isso é o que desejamos para a nossa sociedade: Humanidade para todos, desde o nascimento!

Enquanto o cachorro da vizinha tiver passagem livre para entrar num shopping center, mas o sujeito maltrapilho não, não haverá humanidade.

Enquanto uma pessoa for respeitada pelo carro que tem e não pelo amor que veicula, não haverá humanidade.

Enquanto um morador de rua for morto ou violentado injustamente, não haverá humanidade.

Enquanto um cidadão não tiver direito às necessidades básicas, simplesmente porque não tem bala na agulha, não haverá humanidade.

Enquanto as portas se fecharem para um idoso, mas se abrirem para uma donzela de alta classe, não haverá humanidade.

Enquanto as COISAS continuarem assim como estão, acima das pessoas, pode até haver comemorações de fim de ano, mas não haverá humanidade.

Enquanto não olharmos olho no olho, e nos reconhecermos no próximo, a ceia de Natal não passará de um dia de festa.

Natal é repartir o pão de cada dia com todos os irmãos, sem distinção.
 

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