Fraternidade


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Louvável sob todos os aspectos o espírito de fraternidade, compaixão e de solidariedade das criaturas no período natalino. De uma maneira geral, as pessoas, qualquer que seja a sua condição financeira, cultural ou credo religioso, no final do ano, ficam mais generosas, receptivas, melhoram o senso de humor e passam a conviver com o semelhante de forma mais fraterna.

Na época do Natal, as instituições religiosas e filantrópicas, realizam com sucesso os tradicionais eventos visando arrecadar fundos, alimentos e brinquedos para serem distribuídos entre os mais carentes. Da mesma forma, as pessoas, nesse período, passam a se preocupar mais com o próximo, numa demonstração de amor e solidariedade que, com raras exceções, não acontecem com a mesma intensidade em outras épocas do ano.

Insisto que todas essas práticas, tanto das pessoas como das instituições, são elogiáveis e merecem a aprovação irrestrita da comunidade.

No entanto, infelizmente, na maioria dos casos, elas são fugazes. Tão logo o ano se inicial, as carências de uma parte considerável da sociedade retornam à sua cruel realidade de carências.

Assim, é importante refletirmos (inclusive eu), que o exercício da fraternidade deve ser algo permanente, habitual, independentemente da época do ano, pois ao omitirmos uma boa ação, acabamos cometendo o equívoco de não semear a boa semente em solo fértil e em momento adequado.

Deixar de fazer o bem possível é ato de omissão, é se esconder atrás de uma cortina ou de um disfarce. É não colaborar para o bem comum. Sim, pois errar por ação é grave, mas em alguns casos, errar por omissão é gravíssimo.

Devemos lembrar sempre, também, que a verdadeira caridade não é apenas dar o peixe, mas sobretudo ensinar a pescar, motivo pelo qual é sempre oportuno destacar o sábio ensinamento do Apóstolo Paulo: “porque não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero”.

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