No Ceará, foi apagado um grafite que mostrava um beijo entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e o presidente dos EUA, Donald Trump. Sátiras à parte, o capitão reformado é admirador confesso do republicano
Bolsonaro busca uma associação entre ele e o americano, que era visto nos Estados Unidos como um outsider destemperado em cuja vitória o establishment jamais apostou. Embora tenha uma extensa carreira como deputado federal, o capitão também se vendeu como uma novidade da política.
"Trump serve de exemplo para mim. Sei da distância minha para ele, mas pretendo me aproximar para o bem do Brasil e dos EUA. Serve para levar exemplos daqui para o Brasil", declarou o então deputado no Twitter, em outubro de 2017, quando já se colocava em plena pré-campanha.
Já na corrida eleitoral, Bolsonaro seguiu a cartilha de Trump e personificou o discurso de desprezo pela política tradicional. Disparou contra a mídia e protagonizou declarações polêmicas tanto em assuntos domésticos como diplomáticos que, em vez de minarem seu potencial eleitoral, pavimentaram o caminho para o triunfo nas urnas.
Na etapa de transição, Bolsonaro tem mantido hábitos da campanha, entre eles as declarações polêmicas e o uso das redes sociais. A maioria de seus ministros foi anunciada por ele no Twitter –como presidente dos EUA, Trump tem o hábito de até demitir subordinados pela rede social.
No final de novembro, já como presidente eleito, Bolsonaro recebeu Jonh Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA, para um café da manhã em sua casa no Rio de Janeiro.
Depois de deixar o local, Bolton disse nas redes sociais que a reunião "foi muito produtiva" e convidou Bolsonaro para um encontro com Trump. "Estamos ansiosos para uma parceria dinâmica com o Brasil", escreveu.
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