Os cupins são insetos conhecidos também como térmitas, siriris, aleluias. Podem ter asas ou não. Assim como as abelhas e formigas, são espécies sociais. Ou seja, no seu grupo eles obedecem a regras e dividem tarefas. Vivem em colônias populosas e formam ninhos conhecidos como termiteiros ou cupinzeiros.
Eles comem madeira e podem destruir móveis, portas, telhados... Constroem galerias e câmaras e acabam destruindo o material do local onde vivem. Por isso são considerados pragas urbanas.
Mas, como os cupins conseguem comer a madeira?
No intestino deles existem microorganismos que auxiliam na digestão da celulose presente na madeira. Isso fornece aos cupins proteínas e sais minerais necessários à sua vida.
Os cupins subterrâneos são os que causam os maiores danos à agricultura. Podem destruir raízes e caules de pés de cana, café, batata, mandioca, abacaxi... Os da família chamada Térmitas constroem ninhos em formato de montículos. E estes montes podem ser milhares, a ponto de formarem uma verdadeira cidade!
Cupinópolis
Você sabe o que é um en-to-mo-lo-gis-ta? É um biólogo especializado no estudo dos insetos. O inglês Stephen Martin é um desses especialistas. Ele esteve em nosso país neste ano para fazer algumas pesquisas.
Viajando com fotógrafos pelo interior do Nordeste, observou diferentes montes de terra. Alguns tinham três metros de altura e nove de largura. Ficou surpreso. Acreditava que era terra retirada de algum lugar para construção de trecho de estrada. Mas como os montes seguiam pelas laterais da rodovia, estranhou. Então perguntou para os brasileiros que o acompanhavam: “O que é isso?” Foi informado de que aquilo eram cupinzeiros.
O biólogo inglês mostrou-se espantado. Então foi parando ao longo do caminho para avaliar melhor a descoberta. Distantes em média 18 metros uns dos outros, os cupinzeiros cobriam área tão grande que seria comparável ao tamanho da Inglaterra. E o volume de terra era tão gigantesco que poderia ser comparado às maiores pirâmides do Egito.
Desde então muitos estudos têm sido feitos nessa verdadeira cidade de cupins. Debaixo da terra uma imensa rede de túneis liga os cupinzeiros, estabelecendo relações entre os grupos. Um estudo sobre a idade desses montes revelou que os mais antigos têm 3820 anos. E os mais novos, 690 anos. Ou seja, os caçulas já estavam ali quando o Brasil foi descoberto
O biólogo que fez a primeira descoberta disse assim:
“Nós, humanos, nunca construímos uma cidade deste tamanho, em nenhum lugar do mundo!” Já pensou?
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