Nos últimos 5 anos, 99 pessoas morreram por causa da Aids em Franca. Do total, 65 eram homens e 34 eram mulheres. Outros 1.371 portadores de HIV/Aids de Franca e região passam atualmente por tratamento na rede municipal de saúde. Entre julho do ano passado e junho deste ano, foram 133 novos casos, sendo que 76% são moradores da cidade e 24% da região. A incidência de novos casos, assim como nas mortes, também é predominante nos homens, sendo na proporção de um novo caso feminino para três entre os homens. Esses números, juntamente com o Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado no dia 1º de dezembro, incentivaram a criação da Campanha Fique Sabendo, que proporcionou o teste rápido para detecção de HIV e Sífilis, realizada nos últimos dias. Em apenas três dias, foram feitos 500 testes, sendo diagnosticados 20 casos positivos de sífilis e 8 de HIV.
Em Franca, faixa etária mais atingida pela Aids é de 31 a 50 anos. Segundo a categoria de exposição, de acordo com o ambulatório especializado, a maior parte dos casos entre as mulheres são de pessoas heterossexuais. No caso dos homens, 70% dos casos diagnosticados são entre homossexuais e bissexuais e os outros 30% entre heterossexuais.
“O município de Franca conta com ambulatório especializado no tratamento, orientação e diagnóstico de HIV/Aids e doenças sexualmente transmissíveis. Além do diagnóstico, ainda oferecemos os medicamentos e o acompanhamento. São realizadas ainda campanhas de prevenção e orientação com foco no diagnóstico rápido, tendo conseguido a menor taxa de mortalidade dos últimos cinco anos, resultado muito importante”, disse o secretário de Saúde, Rodolfo Moraes.
Em 2017, foram registradas 15 mortes, sendo 3 mulheres e 12 homens. Este foi o menor número de óbitos em cinco anos: 2013, 18 mortes ( 9 mulheres e 9 homens); 2014, 26 (9 mulheres e 17 homens); 2015, 17 mortes (6 mulheres e 11 homens) e em 2016 foram 23 mortes (7 mulheres e 16 homens). Os números de 2018, que são disponibilizados pelo Ministério da Saúde, não foram divulgados.
“O vírus HIV não tem preferência por sexo e, independente de orientação sexual, as pessoas têm que se preocupar com isso. É preciso que todos estejam atentos à importância da prevenção”, completou o secretário.
Aqueles que tiverem interesse em realizar o teste para detectar uma destas doenças podem procurar atendimento no Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA, na rua General Osório,1417, Centro, de segunda à sexta-feira, das 7 às 16 horas. É indicado levar um documento de identificação com foto. Os testes podem ainda ser agendados através do telefone (16) 3724-3920.
Dezembro Vermelho
Assim como acontece com o Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, cidades de várias partes do mundo realizam neste mês ações especiais voltadas para a detecção e também prevenção contra o HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e as hepatites.
O deputado estadual Roberto Engler (PSB) propôs a oficialização da campanha no Estado de São Paulo por meio da lei 16.633/2018. As ações devem ser lideradas pela Secretaria Estadual da Saúde, podendo contar com a cooperação da iniciativa privada, entidades e organizações civis.
Além disso, o Dezembro Vermelho objetiva também acabar com a discriminação e o preconceito contra as pessoas portadoras do HIV, comportamento caracterizado como crime passível de punição com reclusão e multa. A expectativa do deputado é, também, levar a discussão do assunto para as escolas.
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