Filho procura restos mortais da mãe enterrada há 39 anos


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Corpo de mulher foi enterrado em túmulo público em 1979
Corpo de mulher foi enterrado em túmulo público em 1979

Atualizada às 10h52

 

O desintetizador Edson da Silva Feliciano, de 60 anos, procura os restos mortais da mãe que foi enterrada no cemitério Santo Agostinho no ano de 1979. De acordo com ele, a mãe foi sepultada no dia 28 de dezembro daquele ano em um túmulo da Prefeitura. Anos depois, a família teria sido informada que os restos da mãe seria removido e transferido para outro espaço, mas não há mais qualquer registro de Maria da SIlva Feliciano no cemitério municipal.

“O túmulo onde minha mãe foi enterrada pertencia ao município e há alguns anos entraram em contato para avisar que os restos mortais dela seriam removidos. Recentemente passei pelo cemitério e simplesmente não existem mais registros do sepultamento dela. Mesmo fornecendo a data exata da morte e enterro e o nome não foi achado nada que pudesse indicar onde foram colocados os restos da minha mãe”, disse Edson, que afirmou ainda ter procurado a administração do cemitério, que não saberia informar o que poderia ter acontecido.

De acordo com a administradora dos cemitérios municipais, Adilce Silva, a remoção dos restos mortais para outro local é solicitado por parentes na hierarquia sanguínea ( pai, mãe ou irmão ) segundo a Lei 3.058/78 , após completar os 5 anos de sepultamento, sendo que a área pública é rotativa após esse período.
 
“A dona Maria da Silva Feliciano foi sepultada na cova comum de número 4139 no dia 28 de dezembro de 1979 às 16h15 com os serviços da Funerária Tedesco, conforme consta no livro de registro do cemitério. Não há registro de remoção dos restos mortais. Passados 39 anos na terra, numa área rotativa, a possibilidade de existir os restos mortais é remota”,  explicou através de nota a administradora do cemitério Santo Agostinho.

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