Audiência determina volta de Davi Miguel ao Brasil


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O pequeno Davi Miguel e sua família retornarão ao Brasil
O pequeno Davi Miguel e sua família retornarão ao Brasil

Morando em Miami, nos Estados Unidos, onde aguardava desde julho de 2015 um transplante, o menino francano Davi Miguel Gama, 4, deve retornar ao Brasil já nas próximas semanas. A decisão, determinada em uma audiência realizada na última quinta-feira, 6, em Franca, foi confirmada na página do Facebook Movidos pela vida - Davi Miguel, mantida pela família.

“Ficou decido que o Davi vai voltar para o Brasil. Segundo determinado pela Justiça, a volta acontecerá o mais rápido possível. Vão providenciar a transferência dele para o hospital Menino Jesus, que fica em São Paulo, Capital”, informou a postagem.

Em entrevista ao Comércio da Franca, cedida em agosto deste ano, o pai do menino, Jesimar Gama, havia adiantado que sem condições de realizar o procedimento, a indicação era que Davi Miguel retornasse ao Brasil e, futuramente, voltaria para que o transplante fosse realizado. Pouco tempo depois de ser internado no Jackson Memorial, em Miami, Davi foi dispensado para permanecer em casa, nos EUA, e foi retirado da fila de transplantes por falta de condições físicas para o procedimento cirúrgico. As veias dele, segundo os médicos, eram fracas e precisavam de tempo para se desenvolver, o que até o momento não aconteceu.

Ontem, o pai de Davi Miguel afirmou que a família aguarda apenas os detalhes finais para retornar para o país e posteriormente para Franca. “Houve um acordo para a volta e agora esperamos só os últimos procedimentos para voltarmos. No início ficaremos em São Paulo e temos esperança de retornar a Franca, mas com as condições necessárias para seguir o tratamento com qualidade para o Davi Miguel”, disse Jesimar Gama.

A história de Davi Miguel ganhou o Brasil depois que a luta de seus pais para conseguir o tratamento para a doença rara do menino foi publicada pela primeira vez nas páginas do Comércio da Franca. Com a solidariedade dos francanos que se mobilizaram em várias campanhas, foi arrecadado mais de R$ 1 milhão para o tratamento. Do total, depois de determinação da Justiça para que parte dos custos da cirurgia fossem custeados pela União, 30% foi destinado para a manutenção da família nos Estados Unidos.  

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