A presença de um grupo de vendedores ambulantes nesta manhã na Câmara de Franca provocou troca de farpas entre vereadores da situação e da oposição. Segundo Adérmis Marini (PSDB), oposicionista ao prefeito Gilson de Souza (DEM), os ambulantes teriam denunciado que estariam sendo impedidos de trabalhar na região Central por interferência do parlamentar. "Esse Governo incompetente e mentiroso não consegue resolver os problemas e joga a culpa nas pessoas".
Ao ouvir as palavras do colega, Nirley de Souza (PP), que compõe a sustentação ao governo, reagiu com veemência. "Adérmis para de falar que o Governo é incompetente. Se fosse tão ruim, o prefeito já teria sido cassado. Aceita, que dói menos", disse, para, em seguida, solicitar que Marini apontasse o ambulante que afirmou que o prefeito declarou o tucano ser o responsável pelo possível impedimento de trabalho dos vendedores.
Representante do grupo, Jornas Carvalho, usou a tribuna para informar que há cinco meses houve uma reunião entre profissionais e Gilson, para que eles pudessem comercializar seus produtos sem entraves. No encontro, ficou acertada a formação de uma associação e formalização da categoria, inclusive com a identificação com coletes. "Nós sofremos a teoria da conspiração. Agora, vamos ter que pagar essa conta, que sairá alta". Ele afirma que há uma orientação, para que não exista a presença vendedores ambulantes nas praças centrais.
Jonas explicou haver um acordo em que os ambulantes de Franca auxiliem nas denúncias sobre a atuação de vendedores de outras cidades em Franca, sem autorização. "A gente avisa a Vigilância Sanitária, mas a ação não tem sido efetiva". Carvalho pediu o auxílio dos parlamentares para a continuidade da formalização do grupo. A administração, segundo os parlamentares, não enviou projeto de lei, com as adequações necessárias.
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