Poeta francana Leide Moreira morre aos 70 anos


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Jandyra Viegas, Olga Sandoval e Leide Moreira, em 2010
Jandyra Viegas, Olga Sandoval e Leide Moreira, em 2010
Morreu na última quinta-feira, dia 22, a francana Leide Moreira. Poeta e advogada reconhecida por desenvolver a habilidade de ler contando apenas com o movimento dos olhos, Leide enfrentou durante 14 anos a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) - doença degenerariva que leva a paralisia. No entanto, a enfermidade não a impediu de ter três livros publicados, ser tema de documentários, artigos, trabalhos acadêmicos e inspiração para a lei de acessibilidade para a cidade de São Paulo. 
 
Nascida em Franca, Leide morou por nove anos em Ituverava e atualmente estava residindo em São Paulo - local onde morreu, aos 70 anos de idade. Em seu apartamento adaptado em um sistema de home care (espécie de UTI em seu dormitório), ela usava uma tabela  para se comunicar com os olhos - devido a perda da fala e a impossibilidade de movimentar outra parte do corpo. Os sinais com os olhos eram traduzidos, letra a letra, por suas cuidadoras. 
 
Leide era víuva de do ituveravense Cesar Sandoval Moreira e deixa os filhos Leide Jacob, Cesar e Cristiano e os netos Gabriel, Pedro, Diego e Olívia.

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