Faltando um mês para acabar o ano, Franca já registra um número alto de motoristas flagrados por embriaguez ao volante. Os dados levantados pela reportagem mostram que, até o dia 29 de novembro, 1.742 motoristas foram flagrados no teste do bafômetro. Desses, 447 foram pegos em flagrante e 1.295 se recusaram a fazer o teste.
De acordo com tenente Régis Mendes, comandante do Pelotão de Trânsito da PM, a recusa também implica nas mesmas condições do flagrante. “O motorista que não aceita fazer o teste tem a mesma punição, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e também correm o risco de ter a carteira de habilitação suspensa por um ano.”
O número de motoristas autuados pela Lei Seca aumentou bastante em relação ao ano passado. Em 2017, foram 1.031 condutores detidos. Com 468 pegos em flagrante e 563 que se recusaram a fazer o teste.
Ao longo do ano de 2018, várias operações em datas específicas foram feitas para inibir motoristas de dirigirem alcoolizados.
Em junho, na Copa do Mundo, a Polícia Militar fez operações em grandes avenidas e ruas movimentadas da cidade, em todos os jogos da seleção brasileira.
Em setembro, na comemoração da Independência do Brasil uma operação teve o resultado de 26 multas aplicadas por embriaguez ao volante. Já no mês de novembro, no feriado prolongado de Proclamação da República e Consciência Negra, várias operações, inclusive nas rodovias, autuaram mais de 70 motoristas na região.
Segundo o tenente Régis, as ações realizadas pela Polícia Militar têm ajudado a reduzir o número de acidentes na cidade. “Na maioria das vezes, os acidentes são ocasionados por consumo de bebida alcoólica ou excesso de velocidade. As ações têm tido grande importância na prevenção de acidentes, contribuindo para um trânsito mais seguro para a população”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, o trabalho de fiscalização é realizado toda semana, e aumentou no segundo semestre. “O trabalho de fiscalização é feito anualmente com três operações semanais. No segundo semestre intensificamos, porém, já havia uma tendência de aumento de autuações em relação a 2017.”
A fiscalização tem como foco a prevenção e, devido ao alto valor da multa, os motoristas tendem a respeitar mais as leis de trânsito. “A fiscalização tem um impacto direto com a prevenção, em médio prazo. Os três pilares para o trânsito seguro são: a educação, infraestrutura e esforço legal, este último é composto pela fiscalização, leis e justiça de forma geral, um dos itens que formam o tripé da segurança no trânsito.”
“Como a multa tem um valor alto, de quase R$ 3 mil e suspensão de um ano da carteira de habilitação, gera um impacto significativo, na hora em que o condutor vai pagar, e talvez isso o obrigue a uma reflexão, podendo evitar esse tipo de conduta no futuro”, finalizou.
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