O excesso de chuvas deste mês de novembro somado ao sol forte nos outros dias favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor de doenças como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela, e levanta o alerta vermelho sobre a importância de combater os criadouros.
Pensando nisso, os 30 agentes que realizam o serviço de prevenção na cidade atualmente reforçaram o trabalho nas ruas neste período do ano, por conta do calor e o volume de água parada nos ambientes externos. A ação, denominada de Controle de Criadouro, que considera as fichas de suspeitos doentes na cidade, faz parte ainda de uma recomendação do
Ministério da Saúde para que as Prefeituras intensifiquem o trabalho contra o mosquito em todas as cidades e evitem epidemias.
“Estamos entrando em um período com mais chuvas e em que é comum a inclusão de mais casos suspeitos de dengue. Com isso, o trabalho que é realizado durante todo o ano é intensificado. O Complexo Aeroporto, que concentra a maior parte dos casos, tantos suspeitos como confirmados, recebeu uma ação de combate nesta semana, mas isso acontece em toda a cidade”, disse Felipe Granzotti, responsável pela Vigilância Sanitária. Ele aproveitou ainda para reforçar que até o momento o ano de 2018 foi tranquilo quanto ao número de casos registrados, mas é preciso atenção e cuidado para evitar que 2019 seja diferente.
Casos
Segundo dados da Vigilância Sanitária Municipal, até o último dia 15, foram registrados 220 casos suspeitos de dengue, sendo 151 casos positivos, 52 negativos, 2 importados e outros 15 aguardando resultado.
Entre os casos registrados, 70% está concentrado na região do Complexo Aeroporto, que conta com os bairros Aeroporto I, II, III e IV, além do Jardim Primavera, Aviação e Santa Bárbara.
Cuidados
Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. E, segundo a Vigilância Sanitária, para combater os focos que na maior parte está nos domicílios, medidas preventivas simples podem evitar a proliferação do mosquito: não deixar recipientes que podem acumular água no quintal; não deixar água acumular nas lajes; tampar os ralos; tampar os vasos sanitários; limpar as calhas; evitar plantas que acumulem água; limpar regularmente vasilhas de animais e não acumular lixos e entulhos como materiais de construção, pneus e sofás velhos, entre outros.
“Não é preciso muito, apenas 15 minutos por dia podem evitar que o mosquito se prolifere por descuido com criadouros. Se cada um fizer a sua parte, a cidade continua em uma situação tranquila”, finalizou Felipe Granzotti.
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