Um ano após estrear no comando da seleção masculina de basquete, o croata Aleksandar Petrovic, 59, afirma já se considerar em parte brasileiro, mesmo sem ter passado a viver no
país. Para isso, ele conta com a tecnologia.
Da Croácia, onde mora na maior parte do tempo, o treinador busca estar o mais próximo possível dos atletas que comanda e dos dirigentes que o empregam na Confederação
Brasileira de Basquete -seu salário é pago pelo Comitê Olímpico do Brasil.
Pela televisão ou pela internet, Petrovic vê jogos do NBB (Novo Basquete Brasil), das seleções de base, de campeonatos europeus e, segundo relata, está em contato por mensagem “quase diariamente com jogadores importantes”.
Para assistir às partidas, ele por vezes precisa recorrer ao café, já que está à frente do Brasil no fuso horário e 8 dos 13 convocados para os próximos jogos atuam no país.
Essas maratonas, no entanto, não incluem o que para a maioria dos fãs é a razão principal de acompanhar o esporte. “Não gosto de ver NBA, mas vejo todas as partidas que posso, umas 20 por semana”, afirma.
Há razões para que a principal liga de basquete do mundo não seja objeto de estudo do croata. Nenhum dos três brasileiros que hoje atuam por lá, Nenê, Raulzinho e Cristiano
Felício, defendeu a seleção até agora na sua gestão.
Mas o principal motivo para a NBA ser ignorada pelo comandante está relacionado ao estilo de jogo, muito distante do que é praticado na Europa e pelas seleções. Desde que assumiu o comando da seleção, o croata critica as equipes do país por, na sua visão, forçarem muitos arremessos de três pontos sem necessidade, repetindo o que fazem os americanos, mas sem a mesma competência para tal.
Por ter apenas quatro dias de treinamento antes das partidas, o comandante pede que os atletas “troquem o chip” rapidamente e se adequem ao que considera o basquete ideal para torneios de seleções.
Hoje, às 19h15, a seleção brasileira enfrenta a República Dominicana no Parque São Jorge.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.