Nos últimos dias os francanos tiveram uma surpresa agradável nos postos de combustíveis da cidade. Depois de meses em alta, finalmente o valor do etanol e da gasolina estão mais baixos nas bombas dos estabelecimentos de Franca. A maior queda foi aplicada no etanol, em média o combustível está R$ 0,69 mais barato. Enquanto até a semana passada o álcool combustível saía em média por R$ 2,96, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ontem ele era encontrado por até R$ 2,27, valor 25% menor. Já no caso da gasolina a queda é de 12%, passando de R$ 4,76 para R$ 4,19.
A reportagem do Comércio percorreu várias regiões da cidade para confirmar os valores praticados pelos estabelecimentos. Na maioria deles, os valores variavam entre R$ 2,27 e R$ 2,39, no caso do etanol, e R$ 4,19 e R$ 4,49, na gasolina.
O valor encontrado atualmente, segundo a média histórica da ANP, se aproxima dos preços praticados nos postos francanos em março deste ano, quando a gasolina saía em média por R$ 4,25 e o etanol por R$ 2,44. Desde então, o preço dos combustíveis sofreu diversas alterações, seja de queda ou aumento, com destaque para o mês de julho quando do dia para a noite o etanol subiu R$ 0,60 passando de R$ 1,95, para R$ 2,59 e a gasolina, de R$ 4,20 para R$ 4,40 o litro.
O excesso de estoque de etanol nas usinas, que têm optado por produzir mais o combustível do que o açúcar, seria, segundo o gerente de uma rede de postos, o motivo da queda, além da concorrência acirrada entre os empresários francanos.
“Hoje as usinas estão com muito etanol estocado e, por isso, somado à concorrência e também à demanda, o preço tem caído nos últimos tempos. A crise financeira também tem auxiliado na queda dos valores. A expectativa é que esses preços sejam praticados ao menos até a próxima semana, com a proximidade da data de pagamento”, disse o gerente, que pediu para não ser identificado.
"Na semana passada o custo do combustível caiu e repassamos essa diferença para os consumidores. Acredito que as distribuidoras estejam com bastante estoque, o que faz elas praticarem preços melhores", explicou o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Marco Antônio do Nascimento.
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