Votos de Graciela e Roberto Engler tiveram preço de 'black friday'


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A partir do dia 15 de março de 2019, quando os novos deputados estaduais vão tomar posse, Franca terá dois representantes na Assembleia Legislativa: Roberto Engler (PSB), que assumirá o oitavo mandato consecutivo, e a estreante Graciela Ambrósio (PR). Únicos eleitos, eles tiveram um custo baixo para cada voto recebido comparando-se com a relação custo-benefício obtida pelos concorrentes que naufragaram nas urnas.
Roberto Engler declarou ao TSE que teve uma despesa de R$ 747.815 mil na campanha. Ele foi reeleito com 69.969 votos. Significa dizer que cada voto custou R$ 10,68. “Foi uma eleição diferente, com restrições de financiamento, e buscamos reduzir as despesas o máximo possível. Mesmo assim, como trabalhamos em quase 50 cidades, a campanha acaba tendo um custo considerável. Os principais gastos geralmente se concentram na contratação de pessoas e na produção de material visual e gráfico. No fim das contas, o custo por voto ficou razoável”, disse.
 
No caso de Graciela, cada voto custou R$ 9,50. Ele gastou R$ 599.350 e foi eleita com 63.089 votos. A maior parte dos recursos foi repassada pelo partido. “Fizemos campanha em 33 cidades. É praticamente impossível disputar uma eleição estadual com menos recursos, pois as despesas são muito altas. Acredito que o valor por voto ficou em um patamar aceitável”, disse ela. 
 
O ex-jogador de basquete Chuí (PRB), que também disputou as eleições para deputado estadual, teve um gasto por voto três vezes maior do que o de Graciela e Engler. Ele declarou despesa de R$ 283.715 e recebeu 7.469 votos, ou seja, cada voto recebido custou R$ 38. Mesmo com o alto investimento, não foi eleito. 
 
Não foi por falta de dinheiro que a cidade deixou de eleger um deputado federal. Gerson de Paula (PV) foi o que teve o pior custo benefício: R$ 15 mil investidos e minguados 163 votos, o equivalente a R$ 92 por cada votinho recebido. Gilsinho (PRB) gastou R$ 421.300 mil e recebeu apenas 16.112 votos. Cada voto custou R$ 26,14.
 
O ex-prefeito Alexandre Ferreira (SD) também investiu alto para um retorno pífio. Ele teve despesa de R$ 199.249 e recebeu apenas 12.908 votos, ou seja, R$ 15,43 para cada voto. O vereador Adérmis Marini (PSDB) gastou  R$ 519.950 e obteve 40.274 votos, ou, R$ 12,91 por voto.
 
Cada voto de Ubiali (PSB) custou R$ 9. Ele gastou R$ 274.084 na campanha e somou 30.363 votos. Ficou longe de uma vaga como deputado e anunciou a aposentadoria política.

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