(para Léo, símbolo da atual estação e de todas que não alcançou – um beijo para Léo)
outros sorrisos virão
e, talvez, o teu se dilua.
o tempo é remédio e amnésia
quando não cura, entorpece.
resistirei ao esquecimento
até mais não poder.
guardarei seu andar
no desejo que me acendia.
olharei os lugares
e te verei aos sorrisos
e escutarei teus casos
e revelarei tuas mentiras.
solto entre outras sepulturas
serei induzido ao esquecimento
mas a suavidade da ausência
impedirá o elo do rompimento.
outros sorrisos estarão no caminho
serei tentado a misturá-los ao teu
até me confundir e exterminá-lo.
mas, na estação que se aproxima,
é certo, não poderei apagá-lo.
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