Pronto para ir a julgamento, caso Núbia Ribeiro volta à estaca zero


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Leonardo Cantieri, Italo Vinícius Neves e Lauany Viodres do Prado, na audiência em março
Leonardo Cantieri, Italo Vinícius Neves e Lauany Viodres do Prado, na audiência em março
Os autores de bárbaro crime que chocou a cidade já haviam sido pronunciados para serem julgados perante o Tribunal do Júri. Mas, uma nova decisão vai fazer com que o processo volte ao estágio inicial. O Tribunal de Justiça aceitou recurso feito pela defesa e decretou a nulidade da audiência do caso da comerciante Núbia Ribeiro, assassinada com requintes de crueldade em setembro do ano passado. Todas as testemunhas e acusados terão de ser ouvidos novamente. 
 
A audiência foi realizada no dia 8 de março. Prestaram depoimento os três acusados de matar e incendiar o corpo da vítima, Leonardo Cantieri, Lauany Viodres do Prado e Ítalo Vinícius Neves, policiais que trabalharam no esclarecimento do crime e testemunhas de acusação. 
 
Dias depois, os advogados José Antônio Abdala e Aparecida Auxiliadora da Silva, que representam Lauany e Ítalo, respectivamente, ingressaram com pedido para que o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho anulasse a audiência. A defesa alegou que havia ocorrido falha na gravação de áudios dos depoimentos. 
 
O Comércio da Franca, que acompanhou a audiência, disponibilizou todos os áudios na íntegra ao Fórum de Franca. Mesmo assim, os advogados insistiriam com o pedido de anulação, o que foi indeferido em primeira instância. Houve recurso ao Tribunal de Justiça, que aceitou o pedido e anulou a audiência, em decisão tomada quarta-feira.
 
Com isso, o juiz terá de tomar novamente as oitivas das testemunhas e interrogar os recorrentes. “Foi uma decisão positiva. Desde o início defendíamos a tese de que a audiência fosse anulada. A falha nas gravações compromete a situação de nossos clientes, que precisam ter amplo direito à defesa”, disse o advogado José Antônio Abdala.
 
A decisão não muda a situação dos acusados, que continuam presos. A data da nova audiência ainda não foi marcada, mas é provável que ocorra apenas no ano que vem. Após a publicação do acórdão, é preciso aguardar 15 dias para apresentação de eventual recurso. A Procuradoria-Geral de Justiça sustenta que a prova estava válida e pode apelar da decisão do TJ. 
 
A comerciante Núbia Ribeiro foi encontrada morta no dia 26 de setembro de 2017, na estrada da Seval, zona rural de Patrocínio Paulista. A vítima havia desaparecido dois dias antes após ser atraída por Leonardo para se encontrarem. Durante as diligências, agentes da DIG capturaram Ítalo. Ele apontou o lugar onde a vítima estava e deu o nome de Leonardo. Ele e Lauany, considerada a mentora do assassinato, fugiram e só se apresentaram à polícia quatro dias após o crime.

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