Desde ontem, 21, Franca não conta mais com cinco profissionais que atuavam na rede pública da Saúde da cidade através do Programa Mais Médicos, do Governo Federal.
O grupo cubano, formado por três médicas e dois médicos, estava na cidade desde 2014. Por aqui, eles atuavam principalmente nos atendimentos de Saúde da Família, nas ESFs (Estratégia de Saúde da Família) e UBSs (Unidade Básicas de Saúde) dos bairros Luiza, Esmeralda, City Petrópolis e Parque do Horto, nas regiões Norte e Oeste da cidade.
“Por determinação do Ministério da Saúde, os cubanos estão de saída. É importante reforçar que a retirada deles não depende da Secretaria de Saúde, pois apenas aderimos ao programa. Enquanto as unidades que eles atendiam ficarem desassistidas, os pacientes poderão procurar outras Unidades Básicas de Saúde e não deve haver prejuízo no atendimento”, disse o secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes Silva.
Além dos cinco cubanos, o Programa Mais Médicos disponibiliza outros sete médicos para Franca, neste caso brasileiros e que seguem cumprindo seus expedientes normalmente.
A informação de que os cinco médicos cubanos paralisariam os atendimentos e retornariam a Cuba, de acordo com informações da Secretaria de Saúde, foi repassada na quarta-feira da semana passada, dia 14.
“As medidas estão sendo tomadas para que os usuários dos serviços não sejam prejudicados. Naquelas unidades onde os cinco profissionais atendiam, eventuais consultas agendadas serão transferidas para outros médicos ou, se for o caso, para unidades mais próximas”, completou o secretário de Saúde.
Ontem pela manhã os cinco cubanos oficializaram o desligamento de suas funções, sendo que alguns deles retornam para seu país de origem ainda neste fim de semana.
Reposição
As cinco vagas antes ocupadas pelos cubanos, segundo informações do Ministério da Saúde, devem ser ocupadas por médicos brasileiros. Para isso, o órgão abriu as inscrições para os profissionais que querem atuar no programa Mais Médicos. Estão sendo ofertadas 8.517 vagas para atuação em quase 3 mil municípios e 34 distritos indígenas. O salário é de R$ 11.800. A expectativa é que os cargos sejam repostos até o dia 3 de dezembro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.