Verba para Santa Casa expõe crise entre prefeito e Câmara


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Um ofício enviado pela Secretaria de Finanças “ressuscitou” a discussão sobre o repasse das economias feitas pela Câmara à Santa Casa de Franca. Os R$ 2 milhões ficaram retidos pela Prefeitura sob a alegação de que não havia previsão orçamentária para a transferência. 
 
Ao responder a afirmação do oposicionista Adérmis Marini (PSDB) de que o prefeito Gilson de Souza (DEM) deixou de cumprir o Plano de Trabalho apresentado pelo hospital, com repasses de R$ 15 milhões, em 2018, Corrêa Neves Júnior (PSD) disse que o “governo precisa governar e aprender a dizer que só pode fazer aquilo que é possível, sem criar expectativas”. 
 
Verbas para a Santa Casa já tinham causados acalorados debates na última sessão legislativa, do dia 13.
 
O assunto provocou enxurrada de críticas dos parlamentares ao prefeito, inclusive membros da base aliada. “Houve quebra de palavra, de confiança, com o prefeito. Não dá para trabalhar assim”, disse Pastor Palamoni (PSB). Della Motta (Podemos) disse que não participou do encontro em que o repasse foi acertado, mas que está decepcionado com a postura de Gilson. “Palavra dada tem que ser cumprida. É questão de respeito. O governo também tem que aprender a dizer não, quando as coisas são impossíveis.”
 
Claudinei da Rocha (PSB) interveio para informar que foi procurado por funcionários do hospital, que deixaram evidente a dificuldade da instituição em pagar o 13º salário. “Estou muito decepcionado. Fica difícil confiar no prefeito”, disse. 
 
Por lei, os atendimentos da Santa Casa devem ser custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), através dos governos estadual e federal. Os recursos que saem do município são complementação não obrigatória pela Prefeitura. O problema, segundo os vereadores, é que Gilson de Souza teria “empenhado a sua palavra” em fazer os aportes ao hospital.

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