'O Governo precisa governar', diz vereador Corrêa Jr.


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Imagem de arquivo do vereador Corrêa Neves Júnior
Imagem de arquivo do vereador Corrêa Neves Júnior
Um ofício enviado pela Secretaria de Finanças "ressuscitou" a discussão sobre o repasse das economias feitas pela Câmara à Santa Casa. Os R$ 2 milhões ficaram retidos pela Prefeitura sob a alegação de que não havia previsão orçamentária para a transferência. Ao responder a afirmação do oposicionista Adérmis Marini (PSDB) de que o prefeito Gilson de Souza (DEM) deixou de cumprir o Plano de Trabalho apresentado pelo hospital, com repasses de R$ 15 milhões, em 2018, Corrêa Neves Júnior disse que o "governo precisa governar e aprender a dizer que só pode fazer aquilo que é possível, sem criar expectativas". Verbas para a Santa Casa já causaram acalorados debates na última sessão legislativa.
 
O assunto provocou uma enxurrada de críticas dos parlamentares ao prefeito, inclusive membros da base aliada. "Houve quebra de palavra, de confiança, com o prefeito. Não dá para trabalhar assim", disse Pastor Palamoni (PSB). Della Motta (PODE) explicou que não participou do encontro em que o repasse da verba da Câmara para a Santa Casa foi acertada, mas que está decepcionado com a postura de Gilson. "Palavra dada tem que ser cumprida. É questão de respeito. O governo também tem que aprender a dizer não, quando as coisas são impossíveis".
 
Claudinei da Rocha (PSB) interveio para informar que foi procurado por funcionários do hospital, que deixaram evidente a dificuldade da instituição em pagar o décimo terceiro salário. "Estou muito decepcionado. Fica difícil confiar no prefeito", disse, pessimista, o vereador de apoio a Gilson. 
 
Por lei, os atendimentos da Santa Casa devem ser custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), através dos governos estadual e federal. Os recursos que saem do Município são complementação não obrigatória pela Prefeitura. O problema, segundo os vereadores, é que Gilson de Souza teria "empenhado a sua palavra" em fazer os aportes ao hospital.

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