Agosto de 2017. Uma operação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), com o apoio GOE (Grupo de Operações Especiais), resultou na prisão de três membros de uma quadrilha especializada em ataques a caixas eletrônicos, além de permitir a identificação de outros criminosos envolvidos. Com eles, foram apreendidos roupas usadas nos roubos, uma pistola 9mm de uso restrito e materiais usados para colocar o explosivo nos cofres das agências.
A investigação teve novos desdobramentos nesta semana e confirmou uma suspeita das autoridades locais: Franca é a base de uma célula da quadrilha que está aterrorizando a região.
As diligências iniciadas na DIG possibilitaram a identificação de sete assaltantes que explodiram o Banco do Brasil de Nuporanga em junho do ano passado. Cinco envolvidos já estão presos. “Quatro dos investigados são de Franca, inclusive, um ex-policial militar que já havia sido exonerado na época do roubo”, afirmou o promotor de Justiça Rafael Piola.
A mais recente prisão aconteceu na terça-feira, 13, e teve como alvo um soldado da Polícia Militar, que atua em Nuporanga, cidade que faz parte do 15º Batalhão sediado em Franca. Ele é acusado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de integrar a quadrilha.
Este episódio não é o único que reforça a suspeitas da polícia e promotores de que é baseada em Franca parte dos assaltantes que atacam carros fortes, empresas de valores e bancos. Na madrugada do dia 8, assaltantes invadiram as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de Frutal (MG). Houve troca de tiros com a polícia e dois assaltantes morreram, um deles era de Franca. Outro francano foi preso em flagrante.
No dia seguinte, um homem deu entrada no Hospital Austa, em Rio Preto, com ferimento de arma de fogo no pé. Morador de Franca, ele alegou que estava caçando javali em uma fazenda com dois amigos e que se feriu acidentalmente. Segundo a polícia, ele participou do roubo em Frutal. Filmagens flagraram o criminoso sendo alvejado por um comparsa dentro da agência. Ele também é suspeito de participar de roubos semelhantes em Ribeirão Preto e Três Lagoas (MG). “Não há dúvidas de que parte dos integrantes destas quadrilhas é de Franca. As prisões mostram isto, mas há criminoso de vários lugares. Na quadrilha que agiu em Nuporanga, por exemplo, identificamos um assaltante que fazia parte do cangaço da Bahia”, disse o delegado Márcio Murari.
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