O ciclo da vida determina: nascer, viver, morrer. O reproduzir é parte acessória do processo. É interessante como este mecanismo é forte e imparcial. Os seres se substituem com uma naturalidade espantosa. A sociedade é passiva neste sentido. Morreu, velório, sepultamento e pronto. Tudo continua como antes e apenas a saudade é imortal. A lápide determina: fui o que tu és e tu serás o que sou. Finados, lembrança, flores, orações e a vida segue. O homem cultua seus mortos por vários meios e, o respeito pela morte, a cada dia de vida, se torna sempre maior, mais ameaçador, mais concreto. No frontão do prédio do cemitério a ordem: Revertere ad locum tuum, no eterno latim, indicando que voltarás ao teu lugar. Pó era, pó serás. E será. Que não morram os mortos.
Antonio
Franca - SP
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