Um encontro de apostadores em briga de galo que ocorreria em um sítio de Itaú de Minas, no último domingo, foi desfeito pela polícia e acabou na detenção de 27 pessoas.
A Polícia Militar Ambiental da cidade mineira realizou a operação que prendeu os suspeitos, sendo quatro da região de Franca.
O grupo era investigado há cerca de três meses sob suspeita de praticar rinha de galo na cidade mineira.
A operação começou logo pela manhã, quando policiais militares, junto com a Polícia Ambiental, surpreenderam o grupo no momento da promoção das brigas.
Segundo a PM, havia mais de 70 galos-índios no local, que eram maltratados e usados para a rinha. O crime era realizado em um sítio da região rural de Caras Altas, em Itaú de Minas. O proprietário seria um autônomo de 47 anos.
A polícia passou a monitorar alguns suspeitos que seriam líderes das ações, após receber denúncias anônimas de que realizavam as brigas e maltratavam os animais no sítio.
Segundo a polícia, o valor por aposta girava entre R$ 30 a R$ 100 por pessoa, dependendo dos galos participantes.
O local era montado com duas arenas, onde os criminosos instigavam os animais a brigar até a morte.
Também foram encontrados medicamentos e materiais que seriam usados para equipar os animais durante a briga e potencializar os golpes, como bicos de ferro e esporas de plástico com ponta. E também materiais veterinários como seringa, tesouras e agulhas. Todos os objetos foram apreendidos pela polícia.
Vários galos apresentaram ferimentos e não foram apreendidos por não terem local adequado para serem mantidos. Os proprietários das aves foram nomeados fiéis depositários até decisão da Justiça.
Os suspeitos da região de Franca, um caminhoneiro, um supervisor e dois ajudantes gerais, seriam moradores da cidade de Batatais, Patrocínio Paulista e Itirapuã. Eles teriam idades entre 27 e 58 anos.
Os 27 suspeitos foram detidos e levados ao plantão policial de Pratápolis (MG). Eles responderão por maus-tratos a animais.
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