PM é agredido e ameaçado de morte dentro de igreja


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Cabo Sobrinho, da PM de Franca, diz que deteve o acusado em uma ocorrência há cerca de 1 ano
Cabo Sobrinho, da PM de Franca, diz que deteve o acusado em uma ocorrência há cerca de 1 ano

O cabo Sobrinho, da Polícia Militar de Franca, a mulher e duas filhas foram a um culto na Igreja Assembleia de Deus, no Jardim Aeroporto I, domingo à noite. Durante a celebração, ele foi agredido e ameaçado de morte por um pintor de 33 anos. O policial sofreu lesões no rosto e na perna. O agressor foi contido e levado para a cadeia.

O policial contou que o ataque aconteceu por volta das 20 horas. “Nós estávamos orando e ouvindo a palavra de Deus, quando este cidadão entrou e começou a me dar socos. A todo o momento, ele dizia: ‘Eu vim para te matar, eu vou te matar’.”

Sobrinho entrou em luta corporal com o agressor. Com a ajuda dos demais frequentadores da igreja, conseguiu conter e imobilizar o indivíduo. O pintor foi amarrado com um cinto e deitado no chão até a chegada das viaturas da Polícia Militar. Acredita-se que havia um segundo criminoso do lado de fora, dando cobertura para o agressor, mas ele não foi encontrado.

O acusado foi conduzido ao Plantão Policial e autuado em flagrante por lesão corporal, ameaça e dano, sendo recolhido à cadeia. O PM sofreu lesões no rosto e perna direita. Sua camisa foi rasgada e os óculos danificados.

“Há cerca de um ano, este cidadão foi flagrado por um popular, que o filmou jogando entulhos na região do Zaneti. Ele agrediu a vítima e levou o celular dela com as imagens. Nós fomos acionados e conseguimos detê-lo e encontrar o celular da vítima. Ele alegou que eu tinha forjado o flagrante. Acredito que seja por isso que me agrediu agora”, disse o policial.

Sobrinho disse que ficou preocupado com a integridade da mulher, das filhas e dos fiéis que assistiam ao culto. “O desespero foi grande, mas Deus foi bom e não aconteceu um mal maior. Não foi preciso dar tiros dentro da igreja. Mesmo após ser contido e preso, o indivíduo voltou a fazer ameaças a mim e a minha família.”

Há três anos, cabo Sobrinho perseguia assaltantes quando foi atacado por um enxame de abelhas. Acredita ter levado em torno de 300 a 600 picadas. Ficou internado 15 dias, sendo dez no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e seis deles em estado de coma. “Minha recuperação foi um milagre de Deus. Cheguei ao hospital com 1% de vida. Neste domingo, acredito que ganhei mais uma vida.”
 

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