Polícia descobre esquema de venda de carteirinhas falsas


| Tempo de leitura: 2 min
Prints de conversas dos acusados: os dois primeiros são de carteirinhas e o último, de drogas
Prints de conversas dos acusados: os dois primeiros são de carteirinhas e o último, de drogas

Policiais militares foram chamados para coibir uma briga entre marido e mulher em residência da Vila Aparecida, na madrugada do último sábado para domingo. Ao chegarem no local, se depararam com um esquema promocional de vendas de drogas e um comércio de venda de carteirinhas falsificadas de universitários. As encomendas eram feitas de forma online, através do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Durante conversa com a mulher vítima de violência doméstica, os policiais descobriram que dois irmãos estavam vendendo drogas sintéticas na casa. O imóvel foi vistoriado, sendo encontrados três pontos de LSD e 14 comprimidos de ecstasy, além de simulacro de arma de fogo e duas facas usadas nas ameaças contra a vítima e R$ 275.

Por meio das mensagens que ficaram nos celulares dos acusados, a Polícia Militar constatou que, quanto mais droga o cliente comprava, menos ele pagava. “Tô com uns doce dahora (sic). E nem tá caro. 1 por 30, 2 por 50 e 5 por 100. Se souber de alguém que quer, passa o meu contato”, diz um texto.

Não foi só. “As diligências apontaram também o comércio e fabricação ilegal de carteirinhas de estudante. Localizamos seis carteiras de estudante falsificadas da Unifran”, disse o tenente Régis.

Os policiais descobriram que as carteirinhas eram falsificadas por um terceiro infrator, que mora na região do Jardim Guanabara. “Ele se aproveitava de confiança e fabricava os documentos em seu local de trabalho, utilizando-se de toda estrutura de uma loja de impressão de documentos, onde é funcionário”, disse o policial. Na loja, foi apreendido um HD, contendo arquivos dos documentos falsificados.

Um dos irmãos era o responsável por cooptar e vender as carteirinhas para os clientes. As vendas também eram feitas sob encomenda pela WhatsApp. O preço girava em torno de R$ 50. Bastava o interessado escolher o curso e passar o endereço de entrega. A validade dos “documentos” é de dois anos.

Os três acusados foram detidos e levados ao Plantão Policial. Após prestarem depoimento, eles foram liberados.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários