A Justiça deferiu pedido do Ministério Público, feito por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e decretou a prisão preventiva de nove acusados de integrar uma organização criminosa formada para a exploração do jogo de bicho na região. Fazem parte do grupo um empresário apontado como o líder da máfia e três policiais civis.
O Gaeco também conseguiu bloquear R$ 440 mil nas contas bancárias dos acusados. Das 13 pessoas presas temporariamente na Operação Quebrando a Banca, duas mulheres tiveram as prisões substituídas por prisão domiciliar e dois investigados foram colocados em liberdade na quinta-feira. Os demais seguem presos preventivamente.
Todos vão responder por formação de organização criminosa. Dependendo da participação de cada um, também serão processados por lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade ideológica, violação do sigilo funcional (para policiais) e contravenção do jogo do bicho.
Operação
A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 31 de outubro. Segundo os promotores, na casa do bicheiro, em Ituverava, funcionava a banca de administração do jogo.
No local, foram apreendidos R$ 100 mil, que estavam escondidos no fundo falso de uma gaveta de roupas no closet de um dos quartos da residência. Também foram recolhidos celulares, computadores, anotações, blocos e até máquinas eletrônicas, semelhantes às de cartão de crédito, usadas para fazer jogo de bicho.
Os policiais, que trabalhavam em Pitangueiras, são acusados de passar informações sigilosas de operações e evitavam cumprir ordens superiores de outros policiais para investigar a organização criminosa.
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