Quem deseja comprar um imóvel em Franca vai encontrar mais facilidade e, em alguns casos, até melhores preços. Ao menos é o que indicam as imobiliárias da cidade que afirmam que o aumento no número de espaços vazios, sejam residenciais ou comerciais, tem beneficiado o setor. É justamente o desaquecimento que favorece aqueles que buscam investir em imóveis na cidade. E uma das principais dicas de quem entende do setor imobiliário é uma só: pechinchar, principalmente se o pagamento for à vista.
Segundo o proprietário da Parra Imobiliária e também presidente da Abifran (Associação das Administradoras de Bens Imóveis de Franca), que conta com 26 associadas que administram aproximadamente 70% dos imóveis da cidade, os compradores têm encontrado condições de pagamento e prazos mais flexíveis no momento de adquirir um imóvel.
“Temos um setor hoje que corresponde ao momento atual da economia, com negociações mais flexíveis. Não vejo muito queda nos preços, mas sim facilidade no momento de fechar o negócio”, disse Marcos Parra. Segundo ele, diferente do que aconteceu entre 2008 e 2014, quando o setor na cidade sofreu um “boom”, atualmente só adquire um novo imóvel quem realmente precisa.
Já para o sócio-proprietário da imobiliária Cidade Nova, Arsênio Bomfim Júnior, os proprietários de imóveis disponíveis para venda ainda não se adaptaram à tendência atual de mercado. “A queda nos preços dos imóveis para venda é uma tendência de mercado, mas em Franca isso ainda é realizado por poucos. A grande maioria não se deu conta da atual situação. A oferta de espaços na cidade é claramente maior e os imóveis perderam o valor”, afirmou. A imobiliária trabalha com imóveis na planta e prontos, de diversos tamanhos e em várias regiões da cidade.
Segundo os representantes das imobiliárias, apesar de atualmente viver um momento ruim, o setor está melhor que no segundo semestre de 2017, quando as locações e vendas de imóveis atingiram o fundo do poço, porém, ainda não é possível afirmar que haja uma reação nos próximos meses.
“De uma maneira geral, verificamos que a correção nos preços dos imóveis não teve sua adequação de acordo com o mercado. Os preços estão caindo de forma muito lenta, contribuindo para a redução média de 50% das transações, reduzindo a liquidez”, disse Isabela Pereira, gerente de vendas da Imobiliária Dr. Fábio Liporoni. Nela, é possível adquirir alguns terrenos tendo como facilidade a troca por carro ou mesmo terreno em menor valor.
Para o empresário Marco Antônio Elias Calixto, proprietário da Calixto Imóveis, o principal benefício para aqueles que desejam adquirir um imóvel no momento também é a flexibilidade. “Não enxergo necessariamente uma queda nos preços, mas sim uma maior flexibilidade na negociação, com mais prazo para o pagamento, entrada facilitada e até mesmo em menor valor, em alguns casos”, explicou.
Atualmente na imobiliária, por exemplo, estão disponíveis para venda apartamentos de diversos tamanhos, assim como residências em diversas partes da cidade, desde o Centro até nos jardins Barão e Francano. Na maioria dos casos, segundo Calixto, é possível negociar e conseguir mais flexibilidade para fechar o negócio. “Essa facilidade maior no momento de negociar um imóvel foi um ajuste natural ao momento do mercado, mas tudo depende muito do local, do espaço, tempo parado e também da disponibilidade, tanto por parte do vendedor como por parte do comprador”, finalizou.
Imóveis novos também são boa opção
Quem deseja adquirir um imóvel novo na planta também encontra facilidades de pagamento.
A Bild Desenvolvimento Imobiliário, por exemplo, acaba de lançar o edifício Livve, que será construído no Centro da cidade. Com 133 apartamentos e previsão de entrega em três anos, o cliente tem a oportunidade de comprar e pagar em até 30 anos. A entrada, no valor de R$ 8 mil, pode ser parcelada em até quatro vezes, sendo possível ainda utilizar o saldo do FGTS.
Outro empreendimento lançado há pouco tempo pela construtora é o Visage. No caso dele, localizado nas proximidades do Poliesportivo, a entrada pode ser parcelada no período da obra, estimado em três anos e o saldo financiado diretamente com o banco, também em até 30 anos.
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