Alunos que prestavam o primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na Unidade II do Centro Universitário Uni-Facef terão de refazer a prova. O exame foi suspenso na unidade por falta de energia e será reaplicado no dia 11 de dezembro, por determinação do Ministério da Educação e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) “Anísio Teixeira”. Em todo Brasil, a prova foi interrompida em apenas duas cidades: Franca e Porto Nacional (TO).
O MEC não informou o número de alunos afetados com o problema em cada uma das cidades, afirmando apenas que cerca de 1,3 mil foram prejudicados nas duas. Todos eles deverão comparecer normalmente às provas do próximo domingo para realizar a segunda parte do exame.
Nas redes sociais, diversos participantes que prestavam a prova e também familiares dos estudantes comentaram a decisão do Ministério da Educação de suspender o exame devido à falta de energia. Entre as principais reclamações, está a nova data da prova, já que estudantes que têm como opção principal o curso de medicina terão de optar por realizar a prova do Enem ou da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), que acontecerão no mesmo dia.
Esse é o caso do filho da assistente social Gislene Marcia Vieira Salomão, 44. Almejando uma vaga em medicina, Heitor Salomão, 17, terá de optar pelo Enem ou pelo vestibular da Famerp. “Meu filho vem se preparando para esta prova com afinco e dedicação total. Ele chegou a fazer 90% da prova. O Inep marcou a nova prova para o dia 11 de dezembro. Só que nos dias 11 e 12, ele prestaria vestibular na Famerp, fora de Franca, o que seria a faculdade de medicina que ele mais teria chance de passar aqui por perto. E terá de optar por um ou outro, o que é injusto. Deveriam ter encontrado outra solução e não suspender a prova”, disse.
“Gostaria de saber por que seguraram os estudantes até as 18 horas? Qual foi o critério usado para a anulação? Sendo que os alunos já estavam até terminando a prova”, questionou Lays Fernanda sobre a demora do Ministério da Educação para liberar os alunos e considerar a prova suspensa.
Por outro lado, alguns concordaram com a decisão do MEC. “Eu fiz a prova no Uni-Facef e, pelo que entendi, a prova foi cancelada porque não tinha condições para fazê-la. Na minha sala estava totalmente escuro, não tinha como fazer! E demorou para liberar porque acharam que a energia iria voltar. Achei sensato, porque os alunos poderiam alegar maus resultados por conta disso”, disse a estudante Raiane Fernandes, em postagem na página do Portal GCN no Facebook.
O reitor do Uni-Facef, José Alfredo de Pádua Guerra, informou que o Centro Universitário apenas cede o prédio para que o Inep aplique a prova. “Tivemos uma chuva muito atípica, onde a cabine de força da Unidade II acabou inundada. Engenheiros estiveram lá para ver o que poderia ser feito, mas a própria CPFL orientou, por tratar-se de um local com alta voltagem, sobre o risco de choque. Assim, a CPFL desligou a rede de captação e o próprio Inep optou por suspender a prova”, disse o reitor que reforçou ainda que todo o procedimento, incluindo a demora para liberar os alunos, foi decidido pelo Inep.
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