Polícia Civil de Franca está diante de uma ocorrência intrigante para esclarecer. Na manhã de domingo, investigadores foram acionados a comparecer em uma residência do jardim Esmeralda onde um homem foi encontrado sem vida no quarto. Seria apenas mais um caso rotineiro de morte natural, mas as circunstâncias levantaram dúvidas e resultaram na prisão de uma mulher.
A vítima é um velho conhecido da polícia: Danilo Augusto Domeneguetti, 32. No dia primeiro de fevereiro deste ano, ele matou a tiros o próprio irmão, Paulo Sérgio Domeneguetti, 36. O autor se apresentou na DIG dias depois e alegou que o irmão era usuário de drogas, que batia na mãe e ameaçava toda a família. Como escapou do flagrante, estava respondendo em liberdade.
Segundo familiares, depois do ocorrido, Danilo teria dito que iria tirar a própria vida e que iria consumir 20 gramas de cocaína para atingir o objetivo. Ele foi encontrado morto e sem sinais aparentes de ferimentos. Mas, alguns detalhes chamaram a atenção.
Os policiais fizeram uma vistoria na casa e encontraram sobre a cama a cópia do depoimento que ele prestou à DIG no caso referente ao assassinato do irmão. No mesmo papel estava escrito com caneta preta e letra de forma a seguinte frase: “Mãe, me perdoa. Eu sempre fui errado”.
Desconfiado, o investigador Nelson pediu à companheira de Danilo, que mora em uma casa ao lado, que lhe apresentasse algum documento com a letra dele. O policial recebeu alguns recibos e, ao comparar, constatou que não batia com o bilhete encontrado. Diante da situação, ele pediu à mulher que escrevesse a mesma frase em um papel. Feito isso, o investigador notou que havia muita semelhança.
A mulher, uma garota de programa de 23 anos, foi levada à delegacia e confessou ter escrito o bilhete. Ela alegou que ficou desesperada ao ver que Danilo estava morto.
A prostituta foi autuada em flagrante pelo delegado Alan Bazalha Lopes pelo crime de falsidade ideológica.
A Polícia Civil vai apurar se, realmente, foi suicídio, se a mulher induziu e ou ajudou Danilo a cometer o ato, ou se foi mesmo um assassinato. Peritos vão realizar exames para constatar qual foi a causa da morte.
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