O que os francanos esperam dos novos governantes eleitos?


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A eleição do último domingo, 28, mostrou ampla preferência dos eleitos João Doria (PSDB) a governador do Estado de São Paulo e de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente da República do Brasil também em Franca. Na cidade, ambos venceram com larga vantagem: enquanto Bolsonaro obteve 75,39% dos votos válidos em Franca ou 126.487 votos totais, João Doria (PSDB) recebeu 61,47% ou 97.647 votos.

E, para saber o que os francanos esperam dos futuros governantes para os próximos quatro anos já a partir de 2019, o Comércio da Franca ouviu os principais líderes da cidade sobre suas expectativas para a economia, saúde, educação e segurança, entre outros temas que estão diretamente ligados à administração do Brasil e do Estado de São Paulo. Veja a opinião sobre os eleitos do prefeito Gilson de Souza, dos presidentes da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Dorival Mourão Filho; do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto; do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, e do Conselho de Pastores, Wagner Botelho Cherioni; além do bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto.

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‘A perda de direitos é nosso medo’

Representante da principal categoria de Franca - estima-se que mais de 21 mil trabalhadores atuem na indústria de calçados na cidade -, o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Sebastião Ronaldo, teme pela perda de direitos da categoria. “Nenhum dos dois eleitos têm projetos para os trabalhadores. O nosso receio é que precarizem ainda mais os direitos dos empregados e priorizem os empresários. O povo deve lutar para evitar que isso aconteça e minha expectativa, como representante dos trabalhadores, é que isso não aconteça. Se nada mudar em relação aos discursos, tanto do presidente eleito como do governador, as perspectivas são as mais ruins possíveis, pois é preciso gerar emprego, mas mais que isso é dar condições dignas de trabalho e não retroceder”, disse Ronaldo, que completou ainda afirmando que com a atual Reforma Trabalhista já é complicado se aposentar, situação que segundo ele pode piorar consideravelmente com a Reforma da Previdência.
 

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