Os vereadores derrubaram, há pouco, o veto parcial do prefeito Gilson de Souza (DEM) às emendas impositivas que destinam recursos às entidades assistenciais. Os parlamentares seguiram parecer jurídico da Câmara que apontou a falta de reserva de 1,2% do Orçamento do Município para as indicações dos vereadores. O documento ainda fala em "questão política" para a não liberação das emendas. A derruba foi confirmada por 12 votos contra 2. Apenas Arroizinho (MDB) e Nirley de Souza (PP) votaram a favor da decisão do prefeito.
Membro da Comissão de Finanças, Corrêa Neves Júnior (PSD) comentou que o Executivo tem todo o direito para gostar ou não de uma lei, mas é preciso respeitar a democracia. "Enquanto o prefeito Gilson de Souza não conseguir fazer valer a sua tese de que a lei está irregular, o prefeito precisa cumpri-la. Não cabe ao Executivo procurar manobras para não cumprir a lei, que até agora a legislação não foi julgada irregular pela Justiça. A lei está em vigor".
Marco Garcia (PPS) considera que a manutenção do veto seria "uma rasteira às entidades". As impositivas representam cerca de R$ 7 milhões.
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