O cantor sertanejo Marcelino da Silva Souza, 38 anos, foi assassinado a tiros, na manhã de ontem, em uma rua do bairro Santa Efigênia, onde morava. Ele era o Baroni da dupla Pedro Henrique & Baroni. O autor dos disparos segue foragido. A principal linha de investigação aponta para um crime passional. Marcelino morava em Delta (MG) e havia se mudado para Franca no começo do ano. Alugou uma casa na rua Humberto Cechi. Ele morreu a poucos metros do local logo após ter saído para resolver assuntos particulares. “Populares nos disseram que havia um indivíduo esperando por ele na rua. Quando a vítima se aproximou da esquina, foi surpreendida pelos disparos”, disse o cabo Barsanulfo.
A vítima foi atingida nas costas e na cabeça e morreu na calçada. O assassino saiu correndo em direção à mata do bairro e desapareceu. A polícia acredita que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Parentes disseram que pouco antes de se mudar, Marcelino havia se envolvido com uma mulher de Delta que seria compromissada. Ambos vieram para Franca e passaram a viver juntos. “A gente falava para ele sair fora, que isto é problema porque a mulher era casada, mas ele não deu ouvidos para a gente. Dizia que gostava dela”, lamentou o irmão do cantor, Márcio Souza.
Em princípio, o ex-companheiro da mulher é o principal suspeito. Investigadores da equipe de homicídios da DIG trabalham para tentar identificar e prender o autor do crime. A Polícia está atrás de imagens de câmera de segurança que possam ter gravado a ação do assassino.
Música
Marcelino formava com o irmão a dupla Pedro Henrique & Baroni. Ele havia se mudado para Franca com o sonho de ver a carreira decolar. Ele era o Baroni e fazia a segunda voz. Além de músicas autorais, gravaram sucessos de Milionário & José Rico e de outros cantores famosos.
No dia 23 de março, a dupla foi a atração do programa Boteco do Tio Lima, da rádio Difusora. Eles também já se apresentaram na Morada do Capiau e animavam eventos particulares. A última apresentação foi em um espetinho do bairro Santa Efigênia. Ele também fazia bico como motorista para a empresa de um amigo. “Eles cantavam juntos desde pequenos. Dei uma força para eles virem para Franca para tentar engrenar a carreira. Tinham finalizado a gravação de duas músicas novas e estavam muito animados. O Baroni era uma pessoa muito boa e não tinha inimigos”, contou Marcelo Faria, empresário da dupla.
No sábado, Marcelino retornou para Delta para buscar os pais que também pretendiam morar em Franca. Inclusive, havia alugado para eles uma casa perto da dele. Vieram juntos para Franca no domingo em um caminhão de mudança. Nas primeiras horas da manhã de ontem, os sonhos do cantor foram brutalmente interrompidos.
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