Até o final de novembro, Franca deve ganhar uma nova opção de compras e lazer. Com investimentos de mais de R$ 15 milhões, o Mercadão de Franca deve abrir as portas com mais de 50 lojas.
Os atuais donos e administradores do novo empreendimento, Antônio César Barci e os irmãos Antônio Carlos Ribeiro e Paulo Roberto Ribeiro disseram que a primeira etapa do Mercadão está perto de esgotar as vendas e já planejam o início da segunda.
Quando inaugurado, o Mercadão, instalado na antiga fábrica dos Calçados Samello, funcionará de segunda a quinta das 8 às 22 horas; de sexta e sábado das 8 à meia-noite e, aos domingos, das 8 às 18 horas.
Os três receberam a reportagem na manhã da ultima quarta-feira e falaram sobre como foi assumir o Mercadão e sobre os planos para o futuro.
Como surgiu a ideia de vocês se unirem para assumir a construção do Mercadão?
Antônio Carlos - Eu e o Paulinho já trabalhamos há muitos anos com construção civil. Temos a construtora e a imobiliária Habitat. No final do ano passado, depois que os compradores começaram a ter problemas com a antiga administração do Mercadão, o Antônio César nos chamou para fazer um orçamento para a conclusão da obra.
Antônio César - Eles chegaram aqui e se encantaram com a ideia. Nem precisei terminar de falar e eles já estavam super empolgados.
Antônio Carlos - Na hora que vi o projeto, falei para ele que se quisesse um sócio para investir no negócio eu estava interessado. Foi assim que começamos.
Mas vocês já eram amigos?
Antônio Carlos - Não. Nos conhecemos aqui e nos tornamos sócios e amigos aqui. Depois dessa primeira conversa. Eu falei com o meu irmão Paulo, que é meu sócio na construtora, e ele também topou.
E como estavam as coisas quando vocês decidiram assumir o Mercadão?
Antônio César - Haviam muitos problemas relacionados à documentação e regularização do negócio. Os antigos administradores começaram a obra, mas não tinha autorização de nenhum órgão, nem da Prefeitura, nem do Corpo de Bombeiros. Até esse foi um dos motivos de os compradores não aceitarem mais.
Paulo Roberto - Foi bem complicado. A gente sabia que tinha problemas, tinha acompanhado a repercussão na mídia. Mas não imaginávamos que eram tantos. Precisamos começar do zero. Ir atrás até da atualização da planta do prédio porque havia sido feita uma ampliação, mas não foi feita a respectiva atualização junto à Prefeitura
E como foi todo esse processo? Hoje como está a documentação da obra?
Antônio Carlos - Foi um processo longo e burocrático, que levou mais de seis meses. Mas, finalmente, agora podemos dizer que estamos com tudo regularizado. Tudo documentado e de acordo com as exigências legais. Não há nada em atraso ou pendente.
Antônio César - Tivemos esse cuidado para evitar os problemas do passado. Essa foi a nossa preocupação. Tanto que só começamos a divulgar a retomada das obras em julho, quando já estávamos com tudo regularizado.
E como estão as obras atualmente? Qual a previsão de inauguração do Mercadão?
Antônio Carlos - Estão em fase final. Quando assumimos, decidimos fazer algumas mudanças no projeto anterior. Dividimos o Mercadão em duas etapas. A primeira pretendemos inaugurar até o final de novembro. Nesta etapa, serão mais de 50 lojas já em funcionamento, com estacionamento gratuito para 350 veículos, uma ampla praça de alimentação e toda a infraestrutura e o conforto que os francanos merecem.
Antônio César - Muitas pessoas estão imaginando o Mercadão como um camelódromo. Mas não será. É preciso deixar claro que serão lojas e não estandes. Lojas com água, esgoto, luz e internet, como em um shopping.
E o que os consumidores que visitarem o Mercadão poderão encontrar nesta primeira etapa de inauguração?
Paulo Roberto - Nossa intenção com o Mercadão foi criar um espaço que oferecesse várias opções aos consumidores ao mesmo tempo, por isso teremos muita variedade. Nesta primeira etapa, a maior parte das lojas será voltada para a gastronomia. Vamos ter uma loja de frutas exóticas, um empório com queijos e bebidas, uma choperia, um restaurante japonês.
Antônio César - Vamos ter também uma loja de celular, uma relojoalheria, sorveteria.
Antônio Carlos - Teremos também filiais de lojas lá do Mercadão de São Paulo. Um dos expositores de lá adquiriu três lojas e vai instalar aqui uma revenda dos pastéis que comercializa no Mercadão de São Paulo e com os quais já foi premiado diversas vezes. Ele também trará o famoso sanduíche de mortadela, que é um dos carros chefes lá em São Paulo. Também teremos opções para quem vier com crianças. Vai ter um mini parque de diversões.
E ao todo, somando a parte de vocês e a dos lojistas, quanto será investido aqui no Mercadão?
Antônio Carlos - Não gostamos muito de falar em valores, mas acredito que, ao todo, ultrapasse os R$ 15 milhões.
Antônio César - Tem lojista investindo mais de R$ 100 mil para estruturar a loja aqui no Mercadão. Será um grande ganho para Franca.
E por que vocês decidiram investir no Mercadão?
Antônio Carlos - Porque adoramos a ideia. Achamos inovadora.
Paulo Roberto - Na verdade, Franca já teve um Mercadão, naquele estilo mais rústico, que foi fechado em 1984; no local onde hoje funciona o Terminal de ônibus. Percebemos que Franca é a única cidade grande do interior que não conta com um Mercadão. Nem Franca nem as cidades menores do seu entorno. Fizemos uma pesquisa e essa pesquisa apontou que 97% dos francanos queriam um Mercadão na cidade. Então por que não investir? Nós achamos que a cidade merece e, se tudo der certo, temos planos de levar esse modelo de mercado para outras cidades.
E como está a segunda fase do Mercadão? O que ela abrangerá?
Paulo Roberto - Estamos quase esgotando a venda das lojas desta primeira etapa, o que para nós já é uma prova do sucesso do empreendimento, porque não esperávamos isso. Como já estamos quase esgotando, abrimos agora a comercialização da segunda etapa, que terá mais algumas lojas internas e também abrangerá a área externa. No espaço externo, já acertamos a instalação de uma minifazendinha, com animais exóticos como miniponeis e minivacas, e também um Pub. Acreditamos que, se tudo correr como vem correndo, até o início do ano que vem, já devemos inaugurar essa segunda etapa do Mercadão, também.
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