A construção de um hospital municipal, principal promessa de campanha do prefeito Gilson de Souza (DEM), deve começar a sair do papel em breve. Há um ano e dez meses no cargo, o prefeito encontrou uma forma de conseguir parte do dinheiro necessário para a obra: a Prefeitura vai leiloar cerca de 50 imóveis públicos, que estão sem utilização. Os recursos serão aplicados na construção do hospital. O Governo espera arrecadar R$ 40 milhões com a venda.
Na semana passada, técnicos do Município concluíram a vistoria nos imóveis para constatar o estado de conservação e se, de fato, seguem ociosos. Entre os prédios e terrenos que vão a leilão, estão duas casas no Centro, que foram repassadas à Prefeitura como forma de pagamento de dívidas, e uma área de quatro mil metros quadrados no Distrito Industrial. Dentre os lotes disponíveis, um que deve chamar a atenção na venda púbica é o prédio conhecido como “Esqueleto”, na avenida Ademar Pólo Filho. O imóvel, abandonado há anos, recentemente foi doado pelo Governo do Estado à Prefeitura.
Um perito fará avaliação para definir o real valor de marcado dos prédios e terrenos. Com base nisso, será estipulado o lance inicial de cada lote no leilão.
O prefeito Gilson de Souza explica que a venda dos bens é, no momento, a única forma de ter mais dinheiro para investir na saúde. “Já pagamos R$ 25 milhões em precatórios (dívidas judiciais referentes a férias de servidores) e teremos que pegar um alto valor em 2019. A venda dos imóveis é uma forma de equilibrarmos o caixa.” Gilson ainda acrescentou que Franca precisa de um novo centro de atendimento médico gratuito. “A necessidade da cidade ter um novo hospital público é muito grande.”
O laudo pericial que apontará quanto vale cada imóvel no mercado deve ser apresentado até o final de novembro. A expectativa é que o edital com as regras do leilão seja publicado em dezembro. O período de arremate das casas, terrenos e prédios deve começar em janeiro de 2019.
Saúde
Sobre o novo hospital municipal, que deve receber o recursos da venda dos imóveis, a Administração disse que ainda não há prazo para a contratação da empresa que irá elaborar o projeto do prédio. Sem o projeto, não é possível ter uma prévia de custos da obra.
O prefeito Gilson de Souza também preferiu não antecipar as possíveis áreas onde o hospital pode vir a ser erguido, para, segundo ele, “evitar especulação imobiliária na cidade”.
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