Nº de idosos em Franca deve dobrar nos próximos 30 anos


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A aposentada Maria Alves Neves, na horta do Centro Dia: os idosos devem representar 31,07% da população francana em 2050
A aposentada Maria Alves Neves, na horta do Centro Dia: os idosos devem representar 31,07% da população francana em 2050
Franca tem razões para comemorar o Dia do Idoso, celebrado no último 1º de outubro. A cidade é exemplo no tratamento aos idosos, de acordo com o promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge, que atua no Ministério Público, na defesa da pessoa idosa há 9 anos, e também segundo o Comupi (Conselho Municipal da Pessoa Idosa). A rede de atendimento ao idoso é uma das características positivas que a cidade apresenta. 
 
Com quatro lares que contam com custeio público e outros três particulares; três Centros-Dia e seis CCIs (Centro de Convivência dos Idosos), Franca tem se preparado para proporcionar cada vez mais qualidade de vida para os cerca de 49,5 mil francanos com 60 anos ou mais que vivem no município. A expansão da rede é uma das preocupações, uma vez que, até 2050, segundo dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), os idosos devem representar 31,07% da população ou quase 110 mil pessoas. 
 
“Temos uma base muito bem montada na cidade quando falamos da pessoa idosa, com o voluntariado prestado nos lares e Centros-Dia e Centros de Convivência do Idoso. O sistema de assistência social municipal, que conta com o acompanhamento direto do serviço prestado nos lares e centros; o acompanhamento dos idosos que necessitam de atendimento especial - incluindo visitas domiciliares de especialistas - e o trabalho sempre constante de cumprir o que prevê o Estatuto do Idoso, que é garantir, entre outras coisas, o direito à saúde, lazer, cultura e transporte gratuito, nos permitem dizer que Franca é um exemplo”, disse o promotor. 
 
Direitos
Segundo o promotor, em todo o Estado de São Paulo muitas cidades deixam de cumprir os principais direitos da pessoa idosa. “Em Franca, quando algum direito previsto na Constituição não está sendo aplicado, vemos os governos lutando para fazer valer esse direito. Quando analisamos outras cidades verificamos que alguns deles estão ausentes, como lazer, lares, centros-dia e de convivência, bem como acesso à saúde de qualidade”, completou.
 
Atualmente, cerca de 300 vagas com custeio público são ocupadas nas quatro Instituições de Longa Permanência para idosos de Franca. Nestas unidades, os moradores contam com acompanhamento 24 horas, com profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e médicos. 
 
“Apesar do custeio público, o mesmo é insuficiente para a manutenção dos lares, por isso em todos os casos é necessária ajuda monetária do idoso e sua família. Todos possuem algum benefício ou aposentadoria e contribuem com 70% do que ganham. O restante fica sob administração do lar e à disposição do idoso para algum item extra que possa lhe dar conforto”, disse o promotor. 

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