Artesãos pedem local melhor para realização da feira


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"Somos um zero à esquerda, que ninguém enxerga", assim a artesã Rejane Fernandes
"Somos um zero à esquerda, que ninguém enxerga", assim a artesã Rejane Fernandes resumiu a situação da categoria que expõe seus produtos no projeto "Franca Feito à Mão". Ela usou a Tribuna da Câmara Municipal, nesta manhã, para pedir um local de maior visibilidade para a feira. Atualmente, as barracas com artesanato são montadas na Praça “Carlos Pacheco”, em frente ao Cemitério da Saudade. 
 
De acordo com a artesã, além dos baixo fluxo de clientes, o espaço oferecido pelo município sofre com a presença constante de moradores de rua, o que acabaria afastando possíveis clientes. "Podemos montar as barracas apenas aos sábados, das 9 às 16 horas. Não é possível sustentar uma família trabalhando apenas estas horas por semana. Queremos um lugar para podermos trabalhar a semana inteira". Rejane diz que faturou apenas R$ 95 em outubro, com a venda de seus produtos.
 
O vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) disse que é possível lutar por um novo espaço para a montagem da feira. "A ocupação de espaços públicos precisa ser discutida. Precisamos avançar". O parlamentar disse que está, junto com o Governo, buscando caminhos para a definição de uma nova área para receber o projeto.  
 
Segundo a representante dos artesãos, das 80 barracas disponibilizadas pela Prefeitura, apenas 45 estão ocupadas pelos comerciantes. "Muitos artesãos devolveram as barracas, pois estamos tendo que pagar para trabalhar". A manutenção das barracas é de responsabilidade dos artesãos. 
As barracas chegaram a ser montadas em um área da avenida Integração. "Muito obrigado ao prefeito Gilson de Souza, que atendeu este nosso pedido". No entanto, a feira retornou ao Centro. A comerciante disse, na tribuna, que integrantes da Administração teriam informado que a mudança de local do projeto foi barrada pelos parlamentares. 
 
Ao rebater a acusação de Rejane de que os vereadores seriam contrários a um novo local, Adérmis Marini (PSDB) subiu o tom contra a Prefeitura. "Não veio nenhum projeto sobre isso para a Câmara. Esse Governo é bom de diálogo, mas ruim de resolução. Não toma decisão. O Governo incompetente culpa as pessoas, para não resolver os problemas". 
 
Aproveitando um elogio da artesã ao prefeito, que autorizou a instalação das barracas na avenida Integração, como teste, Nirley de Souza aproveitou para defender o irmão. E, em tom irônico, lembrou a disputa política. "Como disse o Adérmis, esse Governo é fraco, mas a gente pede, humildemente, desculpa. É que, agora, as coisas boas (feitas pelo prefeito) não vão aparecer mais. Política é assim".
 
Líder do Governo, Otávio Pineheiro lembrou que os artesãos foram colocados na praça em frente ao Cemitério na gestão anterior. "É bom reforçar que esta situação não é de agora. Vamos lutar para encontrar um novo espaço e com todas as condições necessárias".

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