O Diretório Estadual do PSDB anunciou nessa segunda-feira a expulsão do prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos, do partido. Barcellos havia voltado ao PSDB em 2015 para concorrer às eleições no ano seguinte. Antes estava filiado ao PT.
A expulsão foi comunicada, segundo José Barcellos, por meio de uma notificação extraoficial assinada pelo presidente estadual do partido, Pedro Tobias. “Recebi hoje (ontem) a notificação. Mas não fiquei surpreso”, afirmou o prefeito.
No documento, o diretório afirma que a medida foi tomada por conta do apoio declarado de Barcellos ao candidato Márcio França (PSB) ao governo do Estado. “A Presidência do Diretório Estadual do PSDB informa que Vossa Senhoria foi desfiliado de forma sumária dos quadros de filiados do Partido da Social Democracia Brasileira, tendo em vista apoio ao candidato Márcio França, configurando prova irrefutável de transgressão ética”, escreve Pedro Tobias, na notificação.
França é adversário de João Doria, do PSDB, na disputa para o governo do Estado e esteve em Franca no último sábado quando se reuniu com apoiadores e gravou diversos vídeos para a campanha em redes sociais.
Entre os que participaram das gravações, estava José Mauro. O prefeito de Patrocínio ainda acompanhou França no jogo de basquete do Sesi Franca, em que França fez a entrega do troféu de campeões paulista aos jogadores do time da cidade. “Sou contra a candidatura do Doria. Existiam outros candidatos melhores no quadro do PSDB. Não me arrependo do apoio dado ao França e vou continuar apoiando.”
José Mauro afirmou que ainda não decidiu para qual partido deve ir. “Ainda estou analisando possibilidades.”
A reportagem procurou o presidente do Diretório Estadual do PSDB. Por telefone, Pedro Tobias afirmou que estava em uma reunião no Tribunal de Contas e pediu que a reportagem ligasse mais tarde, mas não mais atendeu ao celular.
No Diretório Municipal de Franca, o presidente Wagner Artiaga afirmou desconhecer a notificação de desfiliação sumária. “Estou tomando conhecimento agora.” Mas concordou com a decisão. “Ué, se a pessoa não apoia o candidato do partido é porque não se identifica mais com o que pregamos e queremos. Sendo assim, não há por que continuar.”
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