O aposentado Renê Narciso Filho, de 54 anos, morreu vítima de atropelamento domingo à noite em Ibiraci (MG). Ele foi atingido por uma caminhonete dirigida pelo advogado francano Felipe Rodolfo Nascimento Toledo, 31, e não resistiu à gravidade dos ferimentos. O motorista foi preso em flagrante e levado para a cadeia de Passos (MG).
O acidente aconteceu diante do Clube Hípico de Ibiraci, onde a equipe da cidade enfrentou o time de Cássia pelas finais do campeonato (leia na Página 24A). De acordo com a polícia, testemunhas disseram que o advogado estava no local com um grupo de amigos e que foi retirado para fora pelos seguranças, após se envolver em uma briga generalizada.
Ainda segundo a polícia, Felipe Toledo entrou em uma Dodge Ram e passou a dar “cavalos de pau”. Em seguida, teria jogado o veículo sobre torcedores que estavam no estacionamento. Muitas pessoas correram para não serem atingidas, mas Renê não conseguiu escapar.
O advogado deixou o local sem prestar socorro e foi preso durante cerco da PM em Claraval. Segundo o BO, ele apresentava um corte no rosto e “sinais nítidos de embriaguez como hálito etílico, olhos avermelhados e fala desconexa”. Se recusou a fazer o teste do bafômetro.
A morte de Renê causou comoção em Ibiraci. Ex-funcionário da Prefeitura e colaborador da polícia, era uma pessoa muito conhecida e querida na cidade. A população se aglomerou diante da sede da PM gritando por Justiça. Para proteger a integridade física de Felipe, a polícia decidiu levá-lo ao hospital de Cássia (MG), já que não era possível ele ser medicado com segurança em Ibiraci. Na saída, foi xingado.
O advogado passou a noite na cadeia de Passos. A previsão era de que ele seria transferido no final da tarde para o presídio de Monte Santo de Minas (MG). Não foi possível localizar a defesa do acusado. O celular de um irmão, que também é advogado, estava indisponível.
Em depoimento à polícia, Felipe alegou que foi agredido com um soco no olho dentro do clube e que, em seguida, moradores de Ibiraci passaram a tentar agredi-lo e os amigos. Teria entrado na caminhonete com a intenção de ir embora, momento em que populares passaram a jogar latas de cerveja e a bater no veículo. Alegou não ter percebido que havia atropelado alguém. O advogado mantém um escritório na Cidade Nova.
O presidente da OAB Franca, Marlon Cléber Rodrigues da Silva, disse que a entidade não foi acionada para prestar auxílio.
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