"Derrota e vitória fazem parte"


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Técnico Helinho com a mulher Cristiane e as filhas Maitê e Luma
Técnico Helinho com a mulher Cristiane e as filhas Maitê e Luma
O tecnico Hélio Rubens Garcia Filho, 43, anos, acaba de ganhar o titulo campeão paulista. É um feito que encerra um jejum de 10 anos sem títulos do basquete francano. Casado com Cristiane Pereira Pedro Garcia, Helinho, como é conhecido, tem duas filhas, Maetê Pedro Garcia e Luma Pedro Garcia que amam acompanhar os jogos na quadra e já sofrem com as derrotas.
 
Você acaba de comandar o Franca Basquete na conquista do título paulista, colocando fim a um jejum de uma década. Quando o cronômetro parou, qual foi a primeira coisa que te veio à cabeça?
Hélio Rubens Garcia Filho - Pensei na missão cumprida. Conseguimos superar as dificuldades. Pensei em tudo que eu tinha passado nesses três anos em busca de um título para acabar com este jejum. E em comemorar com pessoas que estiveram sempre do meu lado. 
 
Poucos dias antes da conquista, diante de resultados ruins, diretores do Franca questionaram sua permanência na equipe. Foi o momento mais difícil de sua trajetória como técnico? Helinho - O momento mais difícil foi na desclassificação no NBB 10. Não pela desclassificação, mas porque não tivemos uma boa atuação. Em relação aos diretores, fiquei sabendo, mas não ouvi nenhum áudio...  Eu estava muito sereno, sabia do trabalho que estava sendo feito. A equipe estava trabalhando muito e eu tinha certeza de que a gente podia crescer no momento certo. 
 
Como fica a sua família nestes momentos de tensão? Helinho - Derrota e vitória fazem parte da minha vida, até por eu jogar desde os 18 anos (hoje tem 43). Agora, o mais importante para mim não é a vitória ou a derrota, e, sim, como a gente atua, a intensidade com que a gente faz. Minha esposa sabe lidar muito bem com tudo isso, sempre me apoia. Minhas filhas adoram estar nos jogos. É óbvio que elas sofrem quando perdemos, mas foco no que tenho que fazer para melhorar.
 
Você já disse que tem ficado assustado com a violência da torcida nas redes sociais. Se vence, é aplaudido. Se perde, é brutalmente criticado. Os comentários impactam no moral da equipe? 
Helinho - Os jogadores, como qualquer ser humano, sentem a pressão, mas eles estão acostumados a lidar com isso. Essa equipe nossa soube lidar incrivelmente com a pressão e superar momentos de adversidade.
 
Uma de suas maiores apoiadoras é Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do ML. Qual o papel dela na sua transição para técnico?
Helinho - A Luiza Helena teve um papel fundamental na minha transição para técnico, não apenas pelo apoio incondicional, como também pelas dicas e por estar conversando comigo em momentos importantes. Foi um trabalho muito próximo ao de um coaching (treinador). Também foi fundamental a posição dela na transição da estrutura do Sesi Franca Basquete para este momento que estamos vivendo, de uma gestão coerente, fazendo as coisas da melhor maneira possível. Ela foi fundamental para toda movimentação de troca de estatutos, de união de forças nos momentos que estava para acabar a equipe... Ela é realmente uma pessoa especial, com uma sensibilidade incrível. Considero ela um verdadeiro gênio com que a gente pode conviver.
 
Seu pai teve uma carreira vitoriosa como atleta, como técnico. Chegou a comandar a seleção brasileira. Você sonha dirigir a seleção de basquete? E se vê comandando uma outra equipe que não o Franca? 
Helinho - Como qualquer profissão, vou buscar chegar no máximo que eu puder. A seleção brasileira é um sonho, sim. Acho que na hora certa as coisas acontecem. Com relação a outra equipe, no momento, não. Estou muito focado em comandar o Franca. 

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