É sabido que a música tem o poder de acalmar e reanimar as pessoas que passam por um momento de enfermidade, incluindo até o tratamento de Alzheimer. Alguns hospitais, asilos e casas de repouso têm usado essa terapia, com resultados muito bons. Chamou-me a atenção, de maneira particular, uma visita que foi feita por um casal aos pacientes do Hospital Regional, por iniciativa de sua musicoterapeuta e psicóloga, Juliana Tasso. Esse casal é formado por dois francanos, atualmente residindo em Ribeirão Preto, nossos sobrinhos, Maria Cristina Maníglia de Melo e Antônio Marcos de Melo, que já fazem esse tipo de visitas em hospitais de lá. Tendo à frente a Juliana Tasso, visitaram quartos e até a UTI, tocando e cantando, despertando sorriso de satisfação nos pacientes. É uma terapia semelhante à praticada pelos “doutores da alegria”, que se fantasiam de artistas de circo e arrancam risadas de pacientes até então abatidos e tristes. É a magia dos sons melodiosos, que normalmente nos acalmam ou nos levam a lugares distantes sem nos movimentar, algumas vezes nos alegrando e outras nos emocionando até às lágrimas. Já tinha ouvido falar dessa experiência também com doentes de Alzheimer, que costumam responder ao seu estímulo, como que reavivando sua memória sonora. A música é mesmo algo divino. Por outro lado também pode causar irritação, quando se emitem sons muito altos e estridentes. Por essa e outras razões, não entendemos como tem aqueles que se utilizam do chamado pancadão dentro da cabine de um veículo ou fazendo tremer janelas e vitrines quando passam, comprometendo certamente os tímpanos. Pense nisso e use os sons como terapia e nunca para provocar irritabilidade. Como já dizia São Francisco de Sales, “O bem não faz barulho, e o barulho não faz bem!”
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