O Tiro de Guerra de Franca completa no próximo dia 31 de outubro 100 anos de fundação. Criado pelo Exército a partir de uma linha de tiro montada na cidade em 1910, o programa já formou cerca de 20 mil jovens soldados. Tendo como fundamentos básicos a disciplina, a hierarquia e a cidadania, o Tiro de Guerra forma anualmente 100 jovens, que de segunda a sábado, a não ser nos feriados, cedem duas horas dos seus dias para estudar instruções militares como armamento, educação moral e cívica, civismo e o compromisso com a pátria, além de educação física e questões sociais.
“Muitos garotos chegam até nós para aprender de fato o que é disciplina, hierarquia, cidadania e respeito, ensinamentos muito rígidos e importantes no nosso Exército. Eles se comprometem com os ensinamentos e com o lado social também, que pregamos através de ações como as campanhas do agasalho, óleo e do leite”, disse o subtenente Mota, que assumiu o comando do Tiro de Guerra em janeiro deste ano.
Todos os anos, em média 2,8 mil jovens precisam se alistar. Destes, cerca de 300 são selecionados após avaliações físicas, de saúde, entrevistas sociais e também com investigação de antecedentes criminais. Desse total são convocados 100, na maioria das vezes voluntários, para participar do curso de formação de atirador. Diariamente, das 6 às 8 horas, os alunos participam do programa. Faltas sem justificativas e questões como indisciplinas são motivos de punições e, se ao longo dos 9 meses de curso - entre março e novembro - o jovem completar 120 pontos, o mesmo é desligado e precisa retornar no ano seguinte para completar o programa.
Depois de completar o curso o jovem torna-se um ex-militar apto para conflito. Durante cinco anos ele tem que comparecer anualmente para atualizar seu cadastro. O compromisso com a pátria segue até os 45 anos. O jovem que não se alistar dentro do prazo obrigatório pode enfrentar problemas para tomar posse em concursos públicos ou mesmo na hora de conseguir um trabalho.
Comemorações
As celebrações pelos 100 anos de atividades aconteceram ao longo do ano. Entre as mais importantes estão o encerramento do Desfile Cívico de 7 de setembro, realizado com os atuais atiradores e também com 60 antigos atiradores e a banda do Tiro de Guerra; um culto ecumênico; sessão solene na Câmara; formatura dos militares; entre outras.
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