Francano trabalha cinco meses por ano só para pagar impostos


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São necessários 26 anos da vida econômica ativa do francano só para pagar impostos
São necessários 26 anos da vida econômica ativa do francano só para pagar impostos
Um levantamento feito pelo Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) mostrou que o francano trabalha 5 meses todos os anos apenas para pagar impostos. O cálculo, que usou como base o rendimento médio dos empregados formais da cidade e também a tabela do IR (Imposto de Renda), disponibilizada pelo Governo Federal, revelou ainda que serão necessários 26 anos da vida economicamente ativa para que cada trabalhador pague seus tributos. O cálculo foi feito com base no início médio da aptidão ao trabalho, que é 16 anos, e a expectativa de vida da população da cidade que é de 78 anos. 
 
O levantamento traz ainda os segmentos do consumo com maior incidência de impostos. Entre os campeões estão os produtos de higiene e perfumaria, com carga tributária média de 45,65%; eletroeletrônicos, 44,18%; peças e acessórios de veículo, 44,04%; equipamentos domésticos, 43,14% e combustíveis, 42%. No caso de itens de supermercado, que aparece em 6º lugar no ranking de segmentos com 39% sobre o valor final do produto, os com maiores alíquotas de imposto cobradas estão as bebidas destiladas (82%); cerveja (56%); vinho (55%); refrigerante (45%); caixa de chocolate, balas e doces (39%); sorvete (38%); biscoito (37%) e extrato de tomate e margarina (36%). Os preços utilizados no levantamento foram os praticados em supermercados de Franca no 1º semestre.
 
“O estudo mostrou que estamos na 33ª posição no ranking de cidades médias do Estado de São Paulo que mais pagam impostos. A lista conta com 67 municípios com população entre 100 e 500 mil habitantes”, revelou o presidente da Acif, Dorival Mourão Filho. “Para se ter uma ideia, até essa sexta-feira, Franca já havia contribuído com mais de R$ 159 milhões em impostos, conforme o Impostômetro. Esta alta carga tributária aplicada no Brasil é um fator de empecilho ao empreendedorismo e pesa sobre o consumo das famílias, forte motor da economia.”
 
Outro dado da pesquisa revelou ainda que apenas 3% dos entrevistados sabia, de fato, quanto tempo de trabalho, por ano, era necessário para pagar impostos.
 
Para a pesquisa foram entrevistadas 384 pessoas entre os dias 16 e 31 de julho, em diversos pontos de fluxo da cidade, como o Centro, Estação, Vicente Leporace, Shopping do Calçado e Posto Galo Branco.

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