A intenção da Prefeitura de criar novos espaços urbanos, que poderiam ser transformados em terrenos, vai ter que esperar por mais três semanas para virar realidade ou não. Os vereadores aprovaram, por 11 votos a três, o pedido apresentado por Marco Garcia (PPS) para o adiamento de votação do projeto. "Não sou contra a expansão urbana, pois é o sonho das pessoas comprarem seu terreno, além da geração de empregos. Apenas penso que o assunto merece uma discussão com maior clareza", disse.
Pela manhã, a Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) havia sugerido o adiamento da votação. Segundo Sidney Elias, representante da entidade, o projeto não passou pela análise do COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), que deve ocorrer amanhã. Em discurso na tribuna da Casa, ele defendeu a realização de uma nova audiência pública.
Jorgito Donadelli, integrante da Assiciação das Empresas de Loteadores de Franca, se pronunciou na sequencia, também, para soliciar que o projeto entrasse em dicussão em outro momento. Os empresários do segmento alegam que, na audiência pública realizada pela prefeitura, a proposta não obteve respaldo dos presentes ao encontro. Eles afirmam que a nova lei prevê a expansão de apenas uma área, o que, na visão deles, "travaria o crescimento da cidade". Vereadores da base governista explicam que gestões anteriores aprovaram a expansão nas demais áreas. O projeto tem aprovação de órgãos como Sabesp e CPFL.
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