Donos defendem proibição de postos perto de escolas e hospitais


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Marco Antônio Nascimento esteve na Câmara nesta manhã
Marco Antônio Nascimento esteve na Câmara nesta manhã
Marcelo Facuri
ESPECIAL PARA O COMÉRCIO
 
 
O veto do prefeito Gilson de Souza à instalação de postos de combustíveis nas proximidades de escolas e hospitais recebeu o apoio dos empresários do setor. O presidente do Sincopetro (Sindicato dos Postos de Combustíveis de Franca e Região), Marco Antônio Nascimento, usou a tribuna livre da Câmara nesta manhã para manifestar posição favorável à proibição. O veto compõe a nova lei que reduziu a distância mínima para a construção de postos de 500, para 100, metros, aprovada em abril. Vereadores questionaram que a limitação vai dificultar a implantação de novos postos, provocando "reserva de mercado".
 
Nascimento, por sua vez, disse que há riscos de explosão, que podem atingir o pátio de escolas. Segundo o empresário, faltam pareceres técnicos para determinar nova distância mínima de 100 metros.
 
O vereador Marco Garcia disse que Franca não pode ficar refém de uma possível reserva de mercado. De acordo com o parlamentar, a cidade possui pequenas redes pertencentes a grupos restritos de empresários. Atualmente, são 92 estabelecimentos em operação. 
 
O  vereador Corrêa Neves Júnior indagou a respeito do número de mortes que ocorreram em decorrência de explosão de postos nos últimos anos. O presidente do Sincopetro não sobre precisar. Corrêa Neves disse que o parecer técnico que a população "sente na pele" é a pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo),  que aponta Franca como o combustível mais caro do estado há algumas semanas. O empresário questionou a metodologia do levantamento. Corrêa ainda argumentou que existem mais de 600 pontos em Franca, entre escolas e igrejas, e que a manutenção do veto do prefeito iria, praticamente, inviabilizar a instalação de novos postos em Franca. Nascimento argumentou que novos loteamentos já prevêem áreas para a construção de postos de combustíveis.  
 
A manutenção do veto do prefeito Gilson de Souza à instalação de postos de combustíveis no quadrilátero central e nas proximidades de igrejas, escolas e hospitais será votada, hoje à tarde, pelos vereadores.

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